A Iniciativa Liberal critica a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, por recusar fazer uma reforma estrutural do sistema de Segurança Social nesta legislatura, após ter afirmado numa audição parlamentar que esse tema continuava “fora do horizonte”. O que leva os liberais, numa reação às conclusões e propostas do relatório do Grupo de Trabalho para a Reforma da Segurança Social, a antecipar que o país terá “mais quatro anos perdidos”, pois “o sistema vai continuar a acumular problemas que hoje já estão identificados”.

Acerca do relatório “Reformar as Pensões em Portugal – Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo”, apresentado na manhã de terça-feira, o partido liderado por Mariana Leitão realçou que as conclusões “confirmam o que a Iniciativa Liberal repete há anos”. Nomeadamente no diagnóstico de que “o sistema de pensões não é sustentável no desenho atual” e de que “o excedente que sucessivos governos e parte da oposição se orgulham, e se querem apropriar em medidas populistas, é, nas palavras do próprio coordenador do estudo, uma ‘ilusão'”.

A Iniciativa Liberal considera que o alerta feito pelo coordenador do Grupo de Trabalho, Jorge Bravo, de que parte do excedente da Segurança Social é um efeito contabilístico, pois os funcionários públicos admitidos desde 2006 descontam para o regime geral, “o que gera receita sem despesa imediata”, confirma o que o partido “repete há anos”. Até porque a Caixa Geral de Aposentações, com cada vez menos contribuintes, “acumula um défice anual de sete mil milhões de euros, financiado por dívida pública, e nunca será autossuficiente”.