
Oitava posição, para quem vive fora do seu país de nascimento. Mas o resultado é bem diferente no trabalho.
Panamá lidera, México e Tailândia logo atrás, Emirados Árabes Unidos e Brasil completam o top-5. Portugal também se destaca: 8.º lugar. Alemanha e Noruega nos dois últimos lugares.
É o resumo dos destinos preferidos pelos expatriados, as pessoas que vivem fora do seu país de nascimento. Surge no estudo Expat Insider 2026, da InterNations.
Portugal ocupa o 8.º lugar entre 31 países avaliados, impulsionado sobretudo pela qualidade de vida, segurança, custo de vida e facilidade de integração.
No entanto, desce para o 29.º lugar no índice de trabalho no estrangeiro, ficando entre os três piores países neste indicador (entre os 31 analisados, refira-se).
O mercado de trabalho é apontado como a principal fraqueza, reforça o Jornal Económico. Portugal surge em último lugar, tanto na avaliação do mercado de trabalho como nas perspetivas de progressão profissional.
Apenas 19% dos expatriados consideram positivas as oportunidades de carreira, cerca de metade da média mundial.
Também a segurança no emprego, a satisfação profissional, a flexibilidade laboral e os salários recebem avaliações pouco favoráveis.
Apesar deste cenário, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal apresenta uma avaliação mais positiva. Portugal ocupa aí a 16.ª posição, com uma semana média de trabalho de 41,4 horas, ligeiramente inferior às 42,2 horas registadas globalmente.
É fora do mercado de trabalho que Portugal conquista os expatriados.
O país ocupa o 4.º lugar no índice de finanças pessoais: 61% avaliam positivamente o custo de vida e 76% consideram que o rendimento disponível permite viver confortavelmente. Esta realidade ajuda a explicar por que motivo 20% dos expatriados escolheram Portugal para a reforma – é cinco vezes mais do que a média internacional.
A integração é outro dos pontos fortes. Portugal ocupa o 7.º lugar neste indicador, com 76% dos estrangeiros a afirmarem sentir-se integrados e a mesma percentagem a considerar os portugueses acolhedores.
A qualidade de vida também se destaca: o país fica em 11.º lugar, com avaliações particularmente positivas para a qualidade do ar, clima e segurança. 94% dos expatriados dizem sentir-se seguros em Portugal, contra 81% a nível global.
A burocracia surge, por outro lado, como uma das principais dificuldades. Portugal fica em último lugar na facilidade de lidar com as autoridades públicas, e apenas 20% consideram simples tratar de assuntos administrativos.
No balanço final, 78% dos expatriados dizem estar satisfeitos com a vida em Portugal e 39% pretendem permanecer definitivamente no país.