Há meses que a Ucrânia faz o mesmo aviso, mas a pressão está a aumentar de forma decisiva e agora é preciso uma alternativa

Não há intercetores Patriot, arranja-se outra maneira, e esta pode passar pelo homem mais rico do mundo. A Ucrânia quer a permissão da Starlink para poder utilizar este sistema em drones que atinjam alvos dentro da Rússia.

Mais precisamente os lançadores de mísseis balísticos, alguns deles colocados a 200 quilómetros da fronteira entre os dois países, numa altura em que esta arma se está a tornar especialmente difícil de combater.

Sem os intercetores Patriot que durante anos valeram uma vantagem defensiva decisiva para a Ucrânia, Kiev tem de encontrar formas alternativas de conseguir fazer face aos mísseis balísticos da Rússia, tendo encontrado na empresa de Elon Musk uma possível alternativa.

De acordo com o Financial Times, a cúpula militar da Ucrânia já está a estudar a hipótese, que terá de ter sempre a aprovação da SpaceX, que tem oscilado na sua vaga de apoio a Kiev.

Para piorar as coisas, o maior elo de ligação entre Kiev e Elon Musk é agora um potencial adversário de Volodymyr Zelensky. Falamos de Mykhailo Fedorov, ex-ministro da Defesa que já se chegou à frente para concorrer numas eleições presidenciais.

Há muito que a Ucrânia pede a transferência de mais sistemas Patriot, sendo que Donald Trump chegou a prometer em plena reunião da NATO que ia conceder uma licença de produção, mas depois voltou atrás.

De resto, há mesmo uma escassez global de sistemas Patriot, em grande parte também por causa da guerra no Médio Oriente, que forçou Estados Unidos e aliados a uma utilização maciça destes mísseis defensivos.

A ideia de encontrar na Starlink uma alternativa já foi discutida em julho na viagem de Volodymyr Zelensky até aos Estados Unidos, de acordo com o Financial Times, faltando o passo seguinte, que passa pela autorização de Elon Musk.

O objetivo, também segundo o jornal britânico, é que o homem mais rico do mundo permita a utilização do sistema de satélites para guiar drones em ataques mais profundos na Rússia.

Sem capacidade para abater os mísseis da Rússia, a Ucrânia quer, assim, impedir que eles cheguem a ser disparados. Tem a palavra o dono da SpaceX.