Créditos: Divulgação/RayNeo
O RayNeo iO Smart encabeça o anúncio duplo da fabricante chinesa, que apresentou de uma vez os óculos de uso diário e a série GT, voltada a entretenimento. A empresa mira dois usos: informação discreta no campo de visão e tela virtual gigante para vídeo e jogos.
Enquanto o iO aposta em discrição, com um MicroLED minúsculo encaixado na linha de visão, a família GT vai na direção oposta e transforma os óculos em sala de cinema portátil.
Divulgação/RayNeo
iO Smart, o discreto do time
O modelo de uso cotidiano custa US$ 479 na configuração padrão e US$ 529 na versão com estojo carregador. Pela cotação comercial do dia, com o dólar a R$ 5,20, os valores equivalem a cerca de R$ 2.491 e R$ 2.751, sem impostos nem taxas de importação.
A proposta é entregar informação sem tirar o usuário do ambiente: o aparelho faz tradução ao vivo, transcreve ditado em 112 idiomas e mantém um registro de memória apoiado em inteligência artificial. As cores são Polar Night, em cinza escuro, e Dune, em dourado.


“São duas formas de usar computação espacial, a produtividade discreta e o entretenimento de alta fidelidade.”
GT e GT Max viram tela de cinema
A série GT abandona a discrição e assume a função de monitor vestível. O modelo básico sai por US$ 299 e o GT Max por US$ 399, cerca de R$ 1.555 e R$ 2.075 na conversão direta.
O número que separa os dois modelos é o campo de visão. Os 59 graus do GT Max contra os 46 do irmão explicam a diferença de tamanho da tela projetada, porque quanto mais amplo o ângulo, maior a imagem percebida à mesma distância.
Os 120 Hz nos painéis micro-OLED interessam a quem pretende jogar em portáteis, já que taxa de atualização baixa em tela tão próxima dos olhos costuma provocar desconforto.
Divulgação/RayNeo
Design que evita o visual de equipamento
A escolha visual é o que separa esta geração das anteriores da categoria. Em vez do formato de viseira que marcou os primeiros óculos de realidade aumentada, a RayNeo adotou armação de óculos comum, com peso que permite uso prolongado.
Os 68 gramas do GT ficam acima de um óculos de grau, que costuma pesar entre 20 e 30 gramas, mas bem abaixo de qualquer visor dedicado.
É esse conjunto de armação convencional e nomes de cor sóbrios que aproxima a linha do vocabulário visual dos produtos de consumo mais cobiçados do mercado.
Divulgação/RayNeo
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Venda começa em setembro, longe do Brasil
Os três modelos entram à venda em 4 de setembro, pelo site oficial da RayNeo e pela loja da marca na Amazon. Não há anúncio de disponibilidade no Brasil, o que deixa a importação por conta própria como único caminho.
A aceleração da RayNeo acontece enquanto gigantes ainda preparam suas apostas. Samsung e Acer têm produtos anunciados ou previstos para a mesma faixa, e a chinesa aproveita a janela para ocupar espaço antes que a concorrência de peso chegue às prateleiras.
O que pode definir o sucesso da linha nãosão as especificações e sim na parceria de áudio. Colocar assinatura da Bang & Olufsen em um produto de US$ 299 é tentativa clara de comprar credibilidade que uma marca jovem ainda não construiu sozinha.
Fonte(s): TechPowerUp e Engadget
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