Netflix / DivulgaçãoHamish Linklater em “Missa da Meia-Noite” (2021), minissérie da Netflix com sete episódios.Netflix / Divulgação

A lista deste fim de semana reúne algumas das melhores minisséries disponíveis nas plataformas de streaming.

Todos os títulos têm no máximo oito episódios: você só precisa de um turno do dia para maratonar.

E todas as séries trazem histórias fechadas, ou seja, com começo, meio e fim: você não precisa ficar aguardando uma segunda temporada.

A ordem é só cronológica. Clique nos links se quiser saber mais.

1) Mildred Pierce (2011)

hbo / Divulgação“Mildred Pierce”.hbo / Divulgação

O cineasta Todd Haynes (de Longe do Paraíso, Carol e Segredos de um Escândalo) assina esta nova e marcante adaptação do romance lançado em 1941 por James M. Cain que deu origem ao filme Alma em Suplício (1945). 

A história se passa durante a Grande Depressão nos EUA. Mildred (Kate Winslet, arrasadora como de hábito) é uma mulher jovem recém divorciada que abre seu próprio restaurante e se apaixona por outro homem, Monty Beragon (Guy Pearce), enquanto tenta ganhar o amor de sua filha mais velha, a mimada e narcisista Veda (Evan Rachel Wood). Conquistou cinco Emmys, incluindo melhor atriz e ator coadjuvante. (HBO Max, 5 episódios)

2) Chernobyl (2019) 

HBO / Divulgação“Chernobyl”.HBO / Divulgação

Criada por Craig Mazin, apresenta uma versão ficcional do pior acidente nuclear da história, o da usina de Chernobyl, ocorrido entre 25 e 26 de abril de 1986 perto da cidade de Pripyat, na Ucrânia. Ao reconstituir suas consequências imediatas e as primeiras ações tomadas pelo governo soviético, a obra ganhou assustadora atualidade durante a pandemia: cenas e falas parecem refletir o que vimos e ouvimos desde o surgimento do coronavírus. 

Chernobyl arrebatou 10 prêmios Emmy, incluindo melhor minissérie, e concorria a outros nove, entre eles ator (Jared Harris, no papel do renomado químico Valery Legasov), atriz coadjuvante (Emily Watson, como a fictícia cientista Ulana Khomyuk) e ator coadjuvante (Stellan Skarsgård, que interpretou Boris Shcherbina, vice-presidente do Conselho de Ministros da URSS de 1984 a 1989, designado para supervisionar a gestão da crise). O elenco multifacetado — que inclui Jessie Buckley como a esposa grávida de um bombeiro e Paul Ritter como o engenheiro que comandou o fatídico teste na usina — permite enxergarmos as dimensões científica, política e humana do desastre. (HBO Max, 5 episódios) 

3) Dopesick (2021)

Star Plus / Divulgação“Dopesick”.Star Plus / Divulgação

Com idas e vindas no tempo, a minissérie criada por Danny Strong mostra como a Purdue Pharma promoveu de forma agressiva e mentirosa o OxyContin, analgésico considerado responsável pela crise de opioides que provocou 500 mil mortes nos EUA a partir de 1999. Há cinco núcleos narrativos em Dopesick. O principal é o de Finch Creek, uma fictícia cidade onde moram o médico Samuel Finnix (Michael Keaton, premiado no Emmy, pelo Sindicato dos Atores dos EUA e no Globo de Ouro) e a jovem Betsy Mallum (Kaitlyn Dever), operária em uma mina de carvão.

Will Poulter encarna um revendedor que tenta seduzir uma colega sem o pingo de escrúpulo que ele tem, e Rosario Dawson faz uma agente do DEA, órgão federal encarregado da repressão aos narcóticos. Em outras duas pontas, estão personagens reais. Dona da farmacêutica, a família Sackler vive em meio a intrigas e disputas por conta da ambição de Richard Sackler (Michael Stuhlbarg). E Rick Mountcastle (Peter Sarsgaard) e Randy Ramseyer são dois promotores públicos que querem investigar e levar a empresa ao tribunal. (Disney+, 8 episódios)

4) Mare of Easttown (2021)

HBO / Divulgação“Mare of Easttown”.HBO / Divulgação

Fascinada com o “quem foi” da minissérie criada por Brad Inglesby, a atriz Kate Winslet ressaltou que embarcou no projeto porque “não é só a história de um crime”. De fato, o crime descoberto no primeiro capítulo é chocante e misterioso, mas serve sobretudo como catalisador dos dramas pessoais e familiares em cidadezinha dos EUA. A morte traz à tona relações e segredos guardados em vida, imagem reforçada pela ambientação numa estação fria, que obriga os personagens a se esconderem atrás de casacos, mantas e gorros. E — até o final — todos têm o que ocultar ou algo do que não gostam de falar. 

Praticamente perfeita, Mare of Easttown venceu os Emmys de melhor atriz (Winslet, também premiada no Globo de Ouro), ator coadjuvante (Evan Peters), atriz coadjuvante (Julianne Nicholson) e design de produção. (HBO Max, 7 episódios)

5) Missa da Meia-Noite (2021)

Netflix / Divulgação“Missa da Meia-Noite”.Netflix / Divulgação

Criada, dirigida e editada por Mike Flanagan, se passa na fictícia e minúscula (tem somente 127 habitantes) Ilha Crockett. Lá, desembarca Paul Hill (papel de Hamish Linklater, absurdamente esnobado no prêmio Emmy), um padre que vai substituir o monsenhor Pruitt, afastado temporariamente por causa de um problema de saúde. Sua chegada coincide com o retorno de Riley Flynn (Zach Gilford), que viu sua carreira no mundo das startups ruir quando, ao dirigir embriagado, matou uma adolescente.

Riley passou quatro anos na prisão e tenta recomeçar sua vida, contando com o apoio da mãe, Annie (Kristin Lehman), mas enfrentando a relutância do pai, o pescador Ed (Henry Thomas), reencontrando sua namorada dos tempos de escola, a professora Erin Greene (Kate Siegel, esposa do diretor), e revendo, todas as noites, o fantasma da garota atropelada. Esse não é o único evento fantástico na ilhazinha, mas não convém avançar muito na trama de Missa da Meia-Noite, em que Flanagan costura sua educação no catolicismo, seu subsequente ateísmo e sua paixão pelo horror. (Netflix, 7 episódios)

6) Black Bird (2022)

Apple TV+ / Divulgação“Black Bird”.Apple TV+ / Divulgação

Nesta minissérie baseada em um caso real, Taron Egerton interpreta James Keene, o Jimmy, um filho de policial (o último papel de Ray Liotta) e um promissor jogador de futebol americano que enveredou para o tráfico de drogas. Dono de um pequeno império em Chicago, ele acaba preso em uma operação do FBI. Enquanto isso, vemos o surgimento dos outros dois personagens importantes de Black Bird.

Um é o detetive vivido por Greg Kinnear, que investiga o desaparecimento — e provável assassinato — de jovens mulheres. O outro é o principal suspeito, Larry Hall, um tipo excêntrico que adora participar de reencenações da Guerra Civil e é encarnado por Paul Walter Hauser. A combinação de seu físico roliço com a voz estridente e as costeletas suíças do personagem transformam Larry em um sujeito ora bizarro, ora patético, ora perigoso — merecidamente, Hauser venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o Emmy de ator coadjuvante. Essas duas narrativas, a de Jimmy e a de Larry, são cruzadas pelo escritor policial Dennis Lehane. (Apple TV, 6 episódios)

7) A Cidade É Nossa (2022)

HBO Max / Divulgação“A Cidade É Nossa”.HBO Max / Divulgação

Não chega a ser uma continuação de The Wire. Mas esta minissérie também foi criada pelo ex-repórter policial David Simon (aqui, na companhia do escritor George Pelecanos); também se passa em Baltimore, cidade no Estado de Maryland que é, estatisticamente, uma das mais violentas no mundo; e também retrata a atuação da polícia local. Enquanto alguns tentam fazer alguma coisa contra o narcotráfico e o crime organizado, mesmo sabendo que suas chances estão entre mínimas e nenhuma, outros apostam na truculência e/ou enveredam para a corrupção. 

Dirigida por Reinaldo Marcus Green, A Cidade É Nossa tem uma estrutura narrativa que requer atenção, com vários núcleos de personagens e alternâncias não muito claras entre o passado e o presente. Mas a recompensa é alta para quem curte histórias sobre os meandros policiais. O elenco, que inclui David Corenswet, o novo Superman, é uma atração à parte: Jon Bernthal interpreta o sujo sargento Wayne Jenkins, figura central no força-tarefa do combate às armas. Wunmi Mosaku é Nicole Steele, uma advogada designada pela Justiça federal para apurar casos de desrespeito aos direitos civis. Jamie Hector faz Sean Suiter, um detetive de Homicídios que acaba se envolvendo com Jenkins. Josh Charles encarna Daniel Hersl, sobre o qual pesam várias denúncias de maus-tratos. E Dagmara Dominczyk está no papel de Erika Jensen, uma agente do FBI que investiga as ações de Jenkins e companhia. (HBO Max, 6 episódios)

8) Pam & Tommy (2022)

Hulu / Divulgação“Pam & Tommy”: Sebastian Stan e Lily James reproduzem foto icônica de Tommy Lee e Pamela Anderson.Hulu / Divulgação

Criada por Robert Siegel, reconstitui um dos primeiros e mais célebres vazamentos de vídeo íntimo de celebridades, ocorrido entre 1995 e 1997. No caso, uma transa entre a atriz e modelo Pamela Anderson (interpretada por Lily James), estrela do seriado Baywatch (no Brasil, S.O.S. Malibu), e o roqueiro Tommy Lee (papel de Sebastian Stan), baterista da banda glam metal Mötley Crüe.

Na era das redes sociais, da fama instantânea e do compartilhamento de tudo — inclusive do chamado revenge porn (pornografia de vingança) e de seu oposto, a publicação supostamente acidental com intuito marqueteiro —, pode ser difícil medir o impacto da divulgação daquelas cenas de sexo. Mas Pam & Tommy é muito eficiente em contextualizar o espectador e retratar como, em um ambiente machista e moralista, a invasão de privacidade transformou Pamela de queridinha a pária e alvo do deboche. (Disney+, 8 episódios)

9) Bebê Rena (2024)

Ed Miller/Netflix / Divulgação“Bebê Rena”.Ed Miller/Netflix / Divulgação

Vencedora de seis prêmios no Emmy, três Baftas e dois Globos de Ouro, esta minissérie impactante e inesquecível foi criada pelo escocês Richard Gadd para processar publicamente seu trauma. Ele mesmo interpreta o personagem principal, Donny Dunn, que trabalha como garçom em um pub de Londres enquanto sua carreira de comediante não decola. Logo conhecemos Martha Scott (papel de Jessica Gunning), a versão ficcional da mulher que, ao longo de quatro anos, enviou para Gadd cerca de 41 mil e-mails, 350 horas de mensagens de voz, 746 tuítes e 106 páginas de cartas, criando para ele apelidos como o Bebê Rena do título.

Martha é obesa, transparece solidão e diz não ter dinheiro nem para comprar um chá. “É um sentimento arrogante, sentir pena de alguém que mal conhece, mas eu senti. Senti pena dela”, afirma o protagonista na narração em off — ferramenta dramatúrgica que amplia o caráter confessional e terapêutico de Bebê Rena. Mas essa é a só a superfície: há algo mais pesado que Donny demora para trazer à tona. (Netflix, 7 episódios)

10) Disclaimer (2024)

Apple TV+ / Divulgação“Disclaimer”.Apple TV+ / Divulgação

“Disclaimer” é o nome dado às declarações de isenção de responsabilidade, uma proteção contra possíveis problemas legais, como aqueles avisos, nas primeiras páginas de um livro de ficção, de que “qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência”. A protagonista vivida por Cate Blanchett é a documentarista Catherine Ravenscroft, que construiu sua reputação ao trazer à tona os erros e as transgressões de governos, empresas e pessoas proeminentes. Agora, ela se vê às voltas com um livro (enviado pelo personagem do espantoso Kevin Kline) que expõe um episódio nefasto de quando era mais jovem.

A trama é perfeita para quem curte segredos de família, mistérios mórbidos a desvendar e um vaivém entre o presente e o passado. A forma também seduz: Disclaimer intercala três pontos de vista, talvez nenhum deles absolutamente confiável, como a ilustrar o quão podem ser fabricadas, ou seja, não exatamente reais, as histórias que contamos sobre nós mesmos e aqueles que amamos. (Apple TV, 7 episódios)

11) Adolescência (2025)

Netflix / Divulgação“Adolescência”.Netflix / Divulgação

Foi o fenômeno de audiência e de repercussão do ano passado. De prêmios também: Adolescência ganhou oito troféus no Emmy, quatro no Globo de Ouro e quatro no Critics Choice. Com quatro episódios dirigidos pelo britânico Philip Barantini, cada um em um único plano-sequência, a minissérie tem como ponto de partida a prisão de um garoto de 13 anos, Jamie Miller (em uma interpretação assombrosa do estreante Owen Cooper), que é acusado de assassinar uma menina.

Adolescência ilustra o abismo que há entre os adultos e os adolescentes, que têm urgências, inseguranças e explosões de hormônios e sentimentos potencializadas na era do Instagram e do TikTok. Mostra como o bullying digital e as expectativas sobre a masculinidade podem criar situações de perigo — ou algo pior. A trama permite a pais e professores espiarem pelo buraco da fechadura. Ao mesmo tempo, oferece um espelho: na vida atribulada, distante e remota dos tempos atuais, estamos conseguindo dar amparo e orientação para nossos filhos? Estamos sendo um exemplo positivo? (Netflix, 4 episódios)

12) Black Rabbit (2025)

Netflix / Divulgação“Back Rabbit”.Netflix / Divulgação

Jude Law interpreta Jake Friedken, o proprietário e cofundador do Black Rabbit, uma mistura de bar e restaurante com três andares localizada em Nova York, bem perto da rampa de acesso para a Ponte do Brooklyn. Aliás, a ambientação, que vai do cru ao charmoso, é um dos trunfos da minissérie criada por Zach Baylin e Kate Susman. Quando Black Rabbit começa, Jake está celebrando uma noite muito especial no gastropub onde a chef Roxie (vivida por Amaka Okafor) serve “hambúrgueres de 50 dólares”. A clientela inclui Wes Williams (Sope Dirisu), músico de sucesso e um dos investidores do restaurante. Do lado de fora, uma dupla mascarada se prepara para tentar roubar as joias valiosíssimas que serão exibidas na festa.

Assim que o assalto ao restaurante chega a um ponto de ebulição, a narrativa recua um mês no tempo, quando Jake vivia a expectativa da presença da crítica do jornal The New York Times ao seu estabelecimento. Entrementes, conhecemos seu irmão mais velho, o pé-rapado Vince (papel de Jason Bateman), que tem um histórico de compulsão — jogo, bebida, drogas, apostas… Após se meter em uma senhora enrascada, ele acaba reaparecendo na vida no mano caçula. Aí, a trama de suspense se mistura esplendidamente a um drama familiar: quando os laços que unem se tornam laços que prendem? (Netflix, 8 episódios)

13) Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (2025)

Daniel Chiacos / Divulgação“Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”.Daniel Chiacos / Divulgação

Estrelada por Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Ícaro Silva e Andréia Horta, a produção escrita por Patricia Corso e Leonardo Moreira e dirigida por Marcelo Gomes e Carol Minêm se passa na década de 1980 e reconstitui o início da epidemia de HIV no Brasil. Era um tempo no qual a aids ainda era rotulada como “câncer gay” ou “peste homossexual”, gerando muito estigma: os infectados eram tratados praticamente como párias, e o diagnóstico era como uma sentença de morte.

Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente é baseada em uma história que teria começado dentro da Varig, então a maior companhia aérea do país. Ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento e diante da negligência das autoridades, comissários de bordo iniciaram uma operação arriscada para trazer ilegalmente ao Brasil o medicamento AZT, que só era vendido nos EUA. (HBO Max, 5 episódios)

14) DTF St. Louis (2026)

HBO Max / Divulgação“DTF St. Louis”.HBO Max / Divulgação

Steven Conrad criou esta obra muito singular que subverte expectativas e nos convida a olhar pelo buraco da fechadura — ou, mais precisamente, por uma fresta do armário. Parece que vamos assistir a um mistério policial: dois detetives, Homer (Richard Jenkins), um homem velho e branco, e Jodie Plumb (Joy Sunday), uma mulher jovem e negra, juntam forças para investigar a morte ocorrida no vestiário de uma piscina pública de Twyla, um subúrbio fictício da cidade de St. Louis, no Missouri.

Aos poucos, em uma narrativa não linear que vai e volta no tempo, revisita cenários e revê momentos por outros ângulos, eles descobrem um triângulo amoroso entre três adultos: Floyd Smernitch (David Harbour), que trabalha como intérpreta da língua de sinais americana; Carol (Linda Cardellini), sua esposa; e Clark Forrest (Jason Bateman), um famoso meteorologista da TV. Também descobrem que o crime está ligado a um aplicativo de encontros que dá nome à minissérie. À medida que a história avança (ou retrocede), percebemos que a premissa do assassinato é só um disfarce para um mergulho profundo mas sensível na solidão masculina, na crise da meia-idade, no confronto entre expectativas e realidade, nas vicissitudes familiares e na sexualidade de todos nós. Misturando melancolia com um senso de humor peculiar, DTF St. Louis oferece um espelho que nos lembra: de perto, ninguém é normal. (HBO Max, 7 episódios)

15) Treta (2026)

Netflix / Divulgação“Treta” (2ª temporada).Netflix / Divulgação

Campeã de indicações ao Emmy 2026 entre as minisséries, a segunda temporada de Treta tem uma história totalmente nova e um elenco totalmente novo. que não dá continuação à da série original e tem um elenco totalmente novo. Cailee Spaeny e Charles Melton interpretam os jovens noivos Ashley e Austin, empregados de um luxuoso clube de campo. Certa noite, os dois testemunham — e gravam em um vídeo no celular — uma briga pesada entre o solícito gerente do empreendimento, Josh (papel de Oscar Isaac), e sua esposa, a sofisticada decoradora Lindsay (encarnada por Carey Mulligan).

A partir deste acontecimento, os quatro personagens entram em um jogo de favores e coerções e competem pela aprovação da nova dona do clube, a presidente Park (interpretada por Youn Yuh-jung). A ricaça sul-coreana enfrenta os próprios desafios com seu segundo marido, o doutor Kim (vivido por Song Kang-ho), um cirurgião plástico. Na comparação com a primeira temporada, o criador Lee Sung Jin evita repetir uma “fórmula” — não temos, por exemplo, os flashbacks que acrescentam camadas aos dramas do presente. Mas o roteirista manteve a essência da série: cada ação gera uma reação, cada fagulha gera um incêndio, em um ciclo vicioso que tem como combustível outras frustrações — familiares, amorosas, econômicas.

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