Três Lagoas adota Método Wolbachia para combater arbovirosesObjetivo da ação é reduzir a transmissão de doenças como dengue, , Zika e chikungunya. (Foto: Arquivo/Prefeitura de Três Lagoas)

O gabinete do prefeito Dr. Cassiano Maia recebeu representantes da Fiocruz, do Ministério da Saúde e da empresa Wolbito do Brasil nesta quinta-feira (20). A reunião contou com a participação da Secretaria de Saúde do Estado e do município, além da Diretoria de Vigilância em Saúde. O encontro pode representar um importante avanço no combate às arboviroses em Três Lagoas.

Durante a reunião, especialistas da área apresentaram o Método Wolbachia. A estratégia utiliza mosquitos Aedes aegypti carregados com a bactéria Wolbachia para combater vírus urbanos. O objetivo principal do projeto envolve a redução expressiva na transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

O prefeito Dr. Cassiano Maia acompanhou a reunião e demonstrou entusiasmo com a iniciativa. O gestor municipal destacou a relevância do projeto para a saúde pública local. “Tenho certeza de que será um sucesso a implantação do Método Wolbachia em Três Lagoas e, em breve, seremos um município que receberá os frutos desse trabalho!”, afirmou.

Três Lagoas adota Método Wolbachia para combater arbovirosesIniciativa visa combater o mosquito Aedes aegypti. (Foto: Arquivo/Prefeitura de Três Lagoas)

O que é o Método Wolbachia?- A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduz o Método Wolbachia em parceria direta com o Ministério da Saúde. A empresa Wolbito do Brasil opera a execução prática de todas as etapas do projeto. A estratégia possui base em evidências científicas sólidas e integra o conjunto de ações nacionais contra arboviroses.

A técnica utiliza espécimes de Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, um microrganismo presente em mais da metade dos insetos da natureza. Essa bactéria impede o desenvolvimento dos vírus patogênicos no próprio organismo do vetor. Com o tempo, os mosquitos modificados reduzem drasticamente a capacidade de contágio populacional.

A reprodução dos insetos soltos com os mosquitos locais passa a bactéria para as gerações seguintes de forma contínua. Esse processo amplia a presença da Wolbachia no meio ambiente de maneira progressiva e sustentável. Como resultado direto, a população ganha maior proteção contra a dengue, a Zika e a chikungunya.

A coordenadora de operações da Wolbito do Brasil, Tamila Kleine, detalhou relatórios de cidades que já utilizam o sistema. A gestora exibiu dados estatísticos comprovados sobre o impacto do método na saúde pública. Os números confirmaram uma queda expressiva nas taxas de infecção local.

O município de Niterói (RJ) registrou resultados expressivos após a consolidação da estratégia em seu território. A aplicação da tecnologia resultou na queda de 89% nos casos de dengue e 60% nos diagnósticos de chikungunya. O município fluminense também reduziu as ocorrências de Zika em 37%.

Campo Grande (MS) também apresentou dados positivos logo no início da execução do projeto epidemiológico. A capital sul-mato-grossense registrou retração substancial na circulação viral local. Os relatórios iniciais apontam uma diminuição de 63% nos casos confirmados de dengue.

Três Lagoas adota Método Wolbachia para combater arbovirosesRepresentantes acompanham encontro sobre arboviroses. (Foto: Arquivo/Prefeitura de Três Lagoas)

Método no município- O Ministério da Saúde escolheu Três Lagoas para receber a implantação completa do Método Wolbachia em breve. A nova tecnologia somará forças às ações tradicionais de contenção do vetor já executadas na região. Essa união de esforços fortalece o combate permanente ao mosquito Aedes aegypti.

Técnicos concluíram um estudo de campo minucioso para mapear os pontos prioritários da cidade. A análise detalhada resultou na seleção de 12 bairros estratégicos para a fase inicial da aplicação. Os locais definidos foram Paranapungá, Jardim das Acácias, Jardim da Lapa, Bela Vista, Centro, Santa Luzia, Santa Terezinha, Nossa Senhora Aparecida, Vila Guanabara, Osmar Ferreira Dutra, São João e Vila Zuque.

A definição das áreas levou em conta o histórico recente de notificações de dengue no município. A equipe técnica deu prioridade aos locais com maior densidade de registros da doença nos últimos anos. A medida visa proteger as regiões com maior vulnerabilidade epidemiológica no momento.