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A Prefeitura de Maringá iniciou nesta segunda-feira (24) a instalação de 1,8 mil novas armadilhas para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os equipamentos, chamados de Pneutraps, serão distribuídos em locais de grande circulação de pessoas.

As primeiras unidades foram instaladas no Paço Municipal. Na sequência, os dispositivos serão colocados em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas, Terminal Urbano, Rodoviária e outros pontos estratégicos da cidade.

A Pneutrap simula um criadouro e atrai as fêmeas do mosquito para a postura dos ovos. A superfície do equipamento contém larvicida, que impede o desenvolvimento do Aedes aegypti. Caso os ovos eclodam, as larvas também entram em contato com o produto.

Os dispositivos serão vistoriados a cada sete dias por agentes de combate às endemias. Durante as visitas, os profissionais vão verificar a quantidade de material depositado e, quando necessário, reforçar as ações no local, como a realização de borrifações.

A nova tecnologia será utilizada de forma complementar às Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Nesse sistema, a fêmea do mosquito entra em contato com o larvicida e pode levá-lo para outros criadouros próximos, contribuindo para a eliminação dos focos.

Além das Pneutraps, a Secretaria de Saúde mantém cerca de 1,2 mil armadilhas ovitrampas em Maringá e nos distritos. O município também utiliza a Borrifação Residual Intra Domiciliar (BRI) em locais de grande fluxo de pessoas.

A técnica consiste na aplicação de inseticida em superfícies porosas, como paredes e rodapés. O produto pode permanecer ativo por até seis meses, formando uma barreira contra o pouso e a desova do mosquito.

O trabalho de prevenção também inclui fiscalização com drones, ações de promoção à saúde nas escolas e capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs).

Segundo o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a combinação das estratégias adotadas pelo município contribuiu para a redução dos casos de dengue.

“Em pouco mais de um ano e meio conseguimos reduzir os casos de dengue em 99%. O último boletim registrou 178 casos desde janeiro, o que demonstra o resultado das ações que temos desenvolvido”, afirmou.

Nardi também reforçou a necessidade da participação da população no combate ao mosquito. “Precisamos do apoio dos moradores para que eles cuidem de suas casas e de seus terrenos, eliminando os focos do mosquito Aedes aegypti”, destacou.