As aplicações da Meta são as que mais dados pessoais recolhem, indica um novo estudo da Surfshark. Em média, estas apps recolhem 25 dos 35 tipos de dados analisados pelos investigadores, mais do triplo do valor registado pelas aplicações da Apple ou da Microsoft.
Um novo estudo revela diferenças significativas na forma como algumas das maiores empresas tecnológicas lidam com dados pessoais. Depois de analisarem 171 aplicações disponíveis na App Store, desenvolvidas pela Google, Apple, Microsoft, Amazon e Meta, os investigadores da Surfshark mostram quais é que recolhem mais informação sobre os utilizadores.
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A amostra incluiu 44 aplicações da Google, 41 da Apple, 40 da Microsoft, 34 da Amazon e 12 da Meta. Os especialistas analisaram as aplicações com base em 35 categorias diferentes de dados, da localização precisa ao histórico de navegação, passando ainda por informação sobre compras ou associada à identidade dos utilizadores.
O estudo mostra que as aplicações da Meta são as que mais dados pessoais recolhem. Em média, estas aplicações recolhem 25 dos 35 tipos de dados analisados, mais do triplo do valor registado por empresas como a Apple ou a Microsoft.
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Já a Google ocupa o segundo lugar no ranking, com as suas apps a recolherem, em média, 17 dos 35 tipos de dados analisados. Seguem a Amazon, com 12; a Microsoft, com 8; e a Apple, com 7.
Segundo os investigadores, as sete aplicações que recolhem mais dados diretamente associados à identidade do utilizador foram todas desenvolvidas pela empresa de Mark Zuckerberg. A Meta AI, por exemplo, recolhe 33 tipos de dados, seguida pela Meta Horizon, Meta Business Suite, Meta Ads Manager, Messenger, Forum e Facebook, com 32 tipos de dados cada.
Do lado da Amazon, a Alexa foi a app que mais dados recolheu entre as que não pertencem à Meta, com 28 tipos de dados.
De acordo com o estudo, a Google representa 29 das 40 aplicações que mais dados recolhem no estudo. Embora as apps da tecnológica de Mountain View recolham, em média, menos tipos de dados do que as da Meta, a sua presença no ranking demonstra a dimensão da recolha de informação no seu ecossistema.
Por outro lado, a Microsoft e a Apple estão entre as empresas cujas aplicações recolhem menos dados pessoais. A primeira empresa surgem entre as duas que menos informação recolhem na maioria das categorias analisadas, enquanto a segunda lidera pela menor quantidade de dados em 15 categorias.
Citado em comunicado, Luis Costa, responsável pela investigação da Surfshark, afirma que a investigação mostra que “o modelo de negócio das Big Tech assenta frequentemente num apetite insaciável por informação dos utilizadores”.
Quando estas gigantes cruzam o histórico de pesquisas, os hábitos de compra e coordenadas GPS precisas entre dezenas de aplicações diferentes, estão a construir um mapa digital detalhado da vida dos utilizadores
Como defende o responsável, o “facto de algumas destas empresas recolherem três vezes mais dados do que outras para realizar exatamente as mesmas tarefas demonstra que este nível de monitorização é uma escolha deliberada e não uma exigência técnica”. “A privacidade não deveria ser o preço a pagar para utilizar ferramentas modernas de trabalho e comunicação”, realça.
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