Era suposto ser só mais um mergulho no Lago Claiborne. Lilian Smart entrou naquele açude perto de Homer, no estado norte-americano do Louisiana e, dias depois, acabou por morrer. Não morreu vítima de afogamento, mas a causa de morte está diretamente ligada àquele mergulho. A jovem de oito anos morreu este fim de semana vítima de uma infeção por Naegleria fowleri, um tipo de ameba extremamente raro que se encontra neste tipo de massas de água no sul do país.

É conhecida como “ameba que come cérebros” e está associada a menos de 10 mortes por ano nos Estados Unidos. Isto porque, como explicam as autoridades norte-americanas, a presença desta ameba pode abrir as portas a uma meningoencefalite amebiana primária, uma infeção sem tratamento e com uma taxa extremamente reduzida de sobrevivência. Os casos de infeção provocada por este tipo de ser vivo unicelular sem uma forma fixa são “quase sempre fatais”, de acordo com o Departamento de Saúde norte-americano, citado pela Associated Press.

Por ser algo “que existe naturalmente”, mas em quantidades extremamente reduzidas — só houve cerca de 180 casos nos últimos 90 anos nos EUA e em Portugal nunca foi registado —, as autoridades estaduais afirmam que “não são feitas análises ambientais”, em busca desta ameba nos lagos, rios e canais, onde pode ser encontrada.

No caso de Lilian, terá sido a entrada de água pelo nariz que levou a Naegleria fowleri até ao cérebro. “As lesões cerebrais eram demasiado graves para que o seu corpinho conseguisse recuperar. Todos fizeram tudo o que puderam para a manter aqui”, escreveram os pais, Daniel e Rebecca, numa publicação no Facebook, onde confirmaram a morte da filha de oito anos.