A Revolut iniciou esta quarta-feira o lançamento faseado da sua primeira “stablecoin” indexada ao euro, a EURR, em três mercados europeus. Portugal é um dos escolhidos, ao lado da Dinamarca e da Polónia, com a “fintech” a apontar ainda para 2026 para emitir o ativo digital noutros países do Espaço Económico Europeu (EEE). 


A EURR vai ser emitida pela Bridge, uma empresa que pertence à Stripe, e estará integrada na aplicação da Revolut. De acordo com a “fintech”, o lançamento estará disponível para um “grupo selecionado de clientes” em Portugal e marca “o passo seguinte da Revolut para se tornar uma ponte entre moeda tradicional e criptoativos”. 


As “stablecoins” são criptomoedas indexadas a ativos mais estáveis, na sua grande maioria das vezes ao dólar. O euro continua a representar uma ínfima fatia neste mercado, mas, no último ano, vários bancos e empresas de serviços financeiros europeias têm-se lançado a este mercado com soluções com lastro na moeda única europeia. É o caso do português Bison Bank, mas também do consórcio Qivalis – que junta 37 instituições financeiras do Velho Continente e que pretende lançar uma “stablecoin” indexada ao euro já este ano. 


“Ao combinar a nossa escala global e infraestrutura bancária licenciada com o acesso instantâneo em euros ao ecossistema cripto, estamos a desbloquear uma utilidade real para ‘stablecoins’ que nenhum banco tradicional ou empresa nativa do setor cripto consegue igualar“, refere Emil Urmanshin, diretor da área cripto da Revolut, citado em comunicado. 


A EURR é desenhada para manter a paridade com o euro e é garantida por reservas mantidas e geridas pela Bridge, que conta com uma licença MiCA  – o novo enquadramento regulatório para os criptoativos – emitida no Luxemburgo. De acordo com a Revolut, esta “stablecoin será também suportada por múltiplas redes ‘blockchain’ e carteiras externas”. 


A empresa de serviços financeiros não quer ficar por aqui e está ainda a desenvolver outras “stablecoins” indexadas a outras moedas fiduciárias, além do euro. A Revolut não revela quais são as divisas em que está a trabalhar, referindo apenas que serão lançadas através de “vias regulatórias separadas”.