José Carlos Barbosa / Facebook

José Carlos Barbosa, deputado do PS, em viagem de comboio

Um encontro improvável entre Leonel Ferraz e José Carlos Barbosa. Ambos classificam o povo russo como hospitaleiro e afável.

Era um sonho antigo de José Carlos Barbosa. O deputado do PS, natural de Paredes, queria ir de comboio precisamente de Paredes até Pequim. Concretizou, neste Verão de 2026.

Portugal, Espanha, França, Alemanha, Polónia, Bielorrússia, Rússia, Mongólia e China. Sempre de comboio. 13.600 quilómetros, 26 etapas, cerca de 177 horas dentro de comboios, descreve o Jornal 360.

Ao longo da sua viagem, foi publicando imagens e elogios ao que encontrou em diversos países. Rússia incluída: cidades, estações, pessoas russas.

A Associação dos Ucranianos em Portugal não gostou. Rui Paulo Sousa, deputado do Chega, também não. Rodrigo Saraiva, deputado da Iniciativa Liberal, igual. E outros comentários públicos criticaram esses elogios do deputado socialista a um país que invadiu a Ucrânia.

“Visitar um país não significa apoiar o seu Governo”, lembrou José Carlos Barbosa. “Conhecer um povo não significa concordar com quem o governa”, ou mostrar aquilo que se vê “não significa fazer propaganda”, completou.

Encontro com motard

Leonel Ferraz é um motard. Partiu de Braga em Abril, e está agora a caminho de Vladivostok, capital da Sibéria. Desse ponto mais a oriente da Rússia vai apanhar um ferry boat para a Coreia do Sul.

Na Sibéria, perto do lago Baikal, encontrou… José Carlos Barbosa, enquanto o deputado do PS passava pela Rússia.

“Partilho com ele a opinião de que o povo russo é hospitaleiro e afável, e nem percebo porque é que dizer isso dá origem a tanta polémica em Portugal”, comentou Leonel, no jornal O Minho.

O motard deu exemplos dos “inúmeros gestos de simpatia”: convites para jantar em casa de pessoas acabadas de conhecer, borlas no mecânico e no barbeiro, presença em convívios e festas, pedidos para selfies…

E o minhoto ficou mesmo convencido com a Rússia: “Quando terminar esta viagem, vou regressar à Rússia, mas numa viagem de comboio. Gosto muito do país e quero voltar a ver os amigos que aqui fiz”.


Nuno Teixeira da Silva, ZAP //