Estamos no mês de conscientização sobre os linfomas, o Agosto Verde Claro, e falar sobre o tema é sempre importante. Afinal, o diagnóstico precoce pode fazer uma grande diferença. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 15 mil novos casos da doença por ano no Brasil.
Os linfomas são cânceres que se desenvolvem no sistema linfático, uma rede responsável por ajudar o organismo a combater infecções causadas por vírus e bactérias.
Existem dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e os linfomas não Hodgkin, que reúnem mais de 80 subtipos diferentes. Cada um apresenta características, comportamento e tratamento específicos.
Quais são os principais sintomas?
Os mais comuns incluem:
- Aumento dos gânglios, as chamadas “ínguas”, que costumam ser indolores;
- Febre persistente;
- Suor noturno, daqueles que molham o lençol;
- Perda de peso sem explicação;
- Cansaço excessivo.
A avaliação com um hematologista e a realização de exames específicos podem confirmar o diagnóstico.
Cansaço excessivo é um sintoma que não deve ser ignorado Foto: kite_rin/Adobe Stock
Avanços ampliam as opções de tratamento
Nos últimos anos, os avanços nessa área ampliaram significativamente as opções terapêuticas, permitindo abordagens mais direcionadas e personalizadas.
No linfoma de Hodgkin clássico, a quimioterapia continua sendo uma das principais estratégias e pode ser associada à radioterapia em situações específicas. Para pacientes que não respondem ao tratamento ou apresentam recaída, existem alternativas, como novos protocolos de quimioterapia, imunoterapia e terapias direcionadas, além do transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas em casos selecionados.
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No linfoma não Hodgkin (LNH), o tratamento depende do subtipo, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente. Linfomas indolentes podem, em alguns casos, ser apenas acompanhados inicialmente, enquanto os agressivos geralmente exigem tratamento imediato.
Além da quimioterapia e da radioterapia, o arsenal terapêutico atualmente inclui imunoterapia, terapias-alvo, anticorpos biespecíficos e terapia CAR-T, que representa um dos avanços mais importantes para alguns pacientes com doença recidivada ou resistente. O transplante autólogo também pode ser indicado em situações específicas.
Esses avanços ampliaram as possibilidades de tratamento, especialmente para pacientes que apresentam recaída ou não respondem às terapias iniciais. A escolha da estratégia é individualizada e considera as características da doença e as condições de cada paciente.
Fique sempre atento aos sinais do seu corpo e, diante de sintomas persistentes, procure avaliação médica.