O eclipse lunar parcial, o último deste ano, será um “espetáculo” para os mais madrugadores, mas quem não conseguir espreitar o céu durante a madrugada poderá também acompanhar o fenómeno através de várias transmissões online.

Depois de um eclipse solar total, uma chuva de estrelas e “desfiles” de planetas, o mês de agosto fecha com chave de ouro. Na madrugada do dia 27 para 28 de agosto, será possível observar um eclipse lunar parcial, naquele que se afirma como o último eclipse do ano.

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O fenómeno será visível nas Américas (com excepção do Alasca e de partes do Canadá), nas regiões ocidentais da Europa e do continente africano. Portugal faz parte desta lista e, como explicou Filipe Pires, diretor do Planetário do Porto e coordenador de comunicação do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), ao TEK Notícias, será possível acompanhar o eclipse “olho nu” em todo o país.

De acordo com o responsável, no nosso país, o fenómeno pode começar a ser visto a por volta das 03h00 (na hora de Lisboa), já do dia 28 de agosto, atingindo o seu ponto máximo pelas 05h00, detalha o responsável. 

Para observar este fenómeno não precisa obrigatoriamente de óculos especiais nem de outros “apretrechos”, mas, se tiver um par de binóculos por perto ou um telescópio, pode aproveitar para assistir ao eclipse com maior detalhe. 

“O ideal para as pessoas apreciarem o fenómeno na sua magnitude é escolherem sítios sem poluição luminosa, longe dos centros urbanos”, realça Filipe Pires.

Como acompanhar o eclipse online?

Tendo em conta as condições meteorológicas “instáveis” dos últimos dias, e com previsões de alguma nebulosidade e chuva para esta sexta-feira em Portugal continental e ilhas, as transmissões online são uma alternativa, tendo ainda a vantagem de poder revê-las caso não consiga ser tão madrugador quanto esperava.

A plataforma Time and Date, por exemplo, terá um livestream a partir das 03h00 (na hora de Lisboa), com participação de especialistas da área, além de “vistas” a partir de vários observatórios em países como Espanha, Noruega, Chile, Colômbia ou Estados Unidos.

Como habitual, o Virtual Telescope Project também vai acompanhar o eclipse num livestream, a partir das 02h30 (na hora de Lisboa). A transmissão, feita a partir das instalações do projeto na Itália, vai também contar com imagens vindas do Chile.

A estas opções junta-se ainda uma transmissão do Griffith Observatory, em Los Angeles (Estados Unidos), a partir das 03h25 (na hora de Lisboa).

O que acontece num eclipse lunar parcial?

Como explica a NASAa Lua vai atravessar a sombra da Terra, dando origem a um eclipse parcial profundo. No momento máximo do eclipse, 96,3% do disco lunar estará dentro da umbra da Terra, ou seja, na parte central da sombra onde o Sol é completamente ocultado pelo nosso planeta. 

Veja o vídeo 

A agência espacial norte-americana detalha que, os eclipses lunares ocorrem durante a fase de Lua cheia. Quando a Terra se posiciona precisamente entre a Lua e o Sol, a sombra do nosso planeta projeta-se sobre a superfície lunar, tornando-a mais escura e, por vezes, dando-lhe uma tonalidade avermelhada.

A agência espacial norte-americana detalha que, os eclipses lunares ocorrem durante a fase de Lua cheia. Quando a Terra se posiciona precisamente entre a Lua e o Sol, a sombra do nosso planeta projeta-se sobre a superfície lunar, tornando-a mais escura e, por vezes, dando-lhe uma tonalidade avermelhada.

Num eclipse lunar parcial, um alinhamento imperfeito entre o Sol, o nosso planeta e a Lua faz com que o satélite natural da Terra atravesse apenas uma parte da umbra. A sombra aumenta e depois recua sem nunca cobrir totalmente a Lua, indica a NASA.

Recorde-se que o último eclipse lunar ocorreu em março, e apesar da visibildade total ter estado limitada a apenas algumas regiões, vários entusiastas da observação astronómica conseguiram captar o eclipse com “Lua de Sangue” em todo o seu esplendor, como pode ver na galeria que se segue.

Clique nas imagens para ver com mais detalhe

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