28 de agosto 2026 às 07:00

O Presidente da República considera que o ministro da Administração Interna não pode estar sob suspeita permanente e a continuidade no Governo de Luís Neves, nestas condições, é insustentável, apurou o SOL. E já o comunicou ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que lhe pediu tempo para resolver a situação. Pedido que António José Seguro lhe concedeu, atendendo à circunstância de estarmos em plena época de fogos.

Recorde-se que o mesmo aconteceu no Governo de António Costa, quando Marcelo Rebelo de Sousa exigiu a cabeça de Constança Urbano de Sousa na sequência dos trágicos incêndios de 2017. Para Seguro – tal como já o afirmou publicamente – está em causa a «dignidade das instituições». Aliás, como SOL noticiou nas duas últimas edições, o chefe de Estado não se fez acompanhar do ministro da tutela nas suas mais recentes visitas a quartéis de bombeiros – nomeadamente quando se deslocou à Serra da Estrela, há semanas, e a Celorico de Basto, na semana passada.

Assim, ganham outra importância as investigações e auditorias em curso, para cujas conclusões Seguro também já pediu urgência. De outro modo, mantendo-se as dúvidas sobre o comportamento do ministro e ex-diretor nacional da PJ, o primeiro-ministro terá mesmo de substituir Luís Neves (ver págs. 4-7).