Nuno Correia da Silva aponta Luís Suárez como um exemplo claro da forma como determinados jogadores podem ser injustamente desvalorizados. O avançado colombiano terminou a última temporada como melhor marcador da Primeira Liga, com 28 golos, mais seis do que o segundo classificado e quase 30% acima de Vangelis Pavlidis. Foi também o jogador que marcou em mais jornadas, tendo faturado em 21 das 34 partidas do campeonato.
O ex administrador da SAD do Sporting destaca o peso do atacante – que tem sido apontado à saída -, lembrando que os seus golos foram decisivos para pelo menos oito vitórias dos leões, participou, direta ou indiretamente, em 46% dos golos da equipa e manteve-se disponível durante uma época em que o plantel atravessou uma vaga de lesões.
N. Correia da Silva: “O seu valor é indiscutível”
“Suárez terminou a temporada com 4.373 minutos, apenas atrás de Francisco Trincão e Rui Silva entre os jogadores do Sporting, e chegou a completar 13 jogos numa sequência de 14 partidas. São números que não deixam grande margem para dúvidas. Por tudo o que fez, o seu valor é indiscutível”, pode ler-se no jornal ‘O Jogo’.
Nesse sentido, o antigo deputado do CDS-PP questiona a forma como a situação do jogador tem sido abordada: “Compreende-se mal, à luz do bom senso, a desvalorização que tem sido feita do jogador e as intrigas que têm sido lançadas à sua volta, todas com muita imaginação e uma boa dose de maquiavelismo.”
Nuno Correia da Silva diz que é difícil justificar tal tratamento tendo em conta o rendimento apresentado: “É estranho que um jogador que marcou 28 golos, foi o melhor marcador do campeonato e participou em quase metade dos golos da sua equipa seja, de repente, tratado como se tivesse sido uma má contratação. Ou talvez exista um jogo atrás do futebol. Se o objetivo é desvalorizar para alguém comprar em saldo, esperemos que não tenham sucesso”.