A pensão mínima, de 80 euros mensais, foi fixada em 2008 e não era alterada desde então

O novo governo conservador da Hungria, no poder desde maio passado, anunciou esta quinta-feira que, a partir de janeiro de 2027, a pensão mínima aumentará dos atuais 80 euros mensais para 330 euros, uma medida que abrange centenas de milhares de pessoas.

“Centenas de milhares dos nossos compatriotas mais velhos, no final do mês, fazem contas para perceber se conseguem pagar os medicamentos, a alimentação, as contas ou, talvez, a lenha. Isto é simplesmente inaceitável”, afirmou o primeiro-ministro, Péter Magyar, no Facebook.

Com esta decisão, acrescentou Magyar, “centenas de milhares de pessoas terão um aumento considerável das suas pensões”.

Magyar é primeiro-ministro desde maio, depois de ter vencido as eleições legislativas com o seu partido, Tisza, contra o então primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán e o seu partido, Fidesz, que esteve no poder entre 2010 e 2026.

Em janeiro de 2026, na Hungria, um país com 9,7 milhões de habitantes, quase 2,3 milhões de reformados recebiam uma pensão.

Segundo o Gabinete Central de Estatísticas da Hungria (KSH), mais de 240.000 reformados recebem no país da Europa Central pensões inferiores a 330 euros mensais.

Na Hungria, segundo dados de junho passado, a pensão média é de cerca de 660 euros mensais, enquanto o salário médio ronda os 1.400 euros por mês.

Cerca de 95% das pensões situam-se abaixo do salário médio.

A pensão mínima, de 80 euros mensais, foi fixada em 2008 e não era alterada desde então.