Renato Seabra está a cumprir, nos Estados Unidos, uma pena mínima de prisão de 25 anos. Confinado há uma década e meia, o modelo já esteve em, pelo menos, três estabelecimentos prisionais.

Ainda antes da condenação, logo após ter matado brutalmente Carlos Castro, Renato Seabra deixou o quarto número 3416, localizado no 34.º andar do Hotel InterContinental, em Manhattan, Nova Iorque, e dirigiu-se, através de um táxi, ao Hospital Saint Luke, uma vez que tinha cortado os pulsos.

O manequim acabou por ser transferido para o Hospital Bellevue, “um hospital destinado a doentes mentais”, recorda Rick Tirelli, que integrou a primeira equipa de inspetores a investigar o caso e que é, atualmente, consultor técnico policial de séries criminais.

Depois de alguns meses internado, Renato Seabra foi levado para a ala psiquiátrica da prisão Rikers Island. Também em declarações ao programa da SIC “Portugal Criminal”, a jornalista Marta Dhanis faz revelações sobre este período: “Ele partilhava um dormitório com cerca de 40 outros reclusos. Acordava às cinco da manhã. O recolher era às 11 da noite. Tinha só uma hora para ver a luz do dia. Também podia conviver com outros reclusos mas, na altura, foi-me dito por guardas prisionais que era raro Renato Seabra fazer isso. Que ele era muito reservado.”

O jovem acabou por ser transferido para uma prisão de segurança máxima, a Clinton Correctional Facility. “É uma prisão muito menor, em que obviamente o controlo é muito maior. Praticamente na fronteira com o Canadá. Aliás, é chamada de pequena Sibéria, porque faz tanto frio lá dentro que parece que estão na Sibéria. Pode inclusivamente trabalhar, coisa que sei que fez. Tem acesso também a uma biblioteca e a uma igreja, por exemplo”, explica Marta Dhanis.

As últimas informações conhecidas dão conta de que Renato Seabra está, agora, na Attica Correctional Facility.

Atualmente com 36 anos, o modelo foi condenado a uma pena de 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua.

Já o cronista tinha 65 anos quando foi assassinado.