247 – O Ministério da Saúde reforçou a vacinação contra o sarampo após a identificação de novos casos em São Paulo e orientou a população a verificar se as doses previstas no calendário estão atualizadas. A Campanha Nacional de Multivacinação segue até terça-feira (1º) e inclui a aplicação da tríplice viral em crianças e adolescentes menores de 15 anos que estejam com o esquema vacinal incompleto.

As informações foram divulgadas neste sábado (29) pela Agência Brasil. Segundo os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o país confirmou 27 casos de sarampo ao longo de 2026, dos quais 24 fazem parte de uma cadeia de transmissão iniciada em junho no estado de São Paulo.

Dos casos relacionados à transmissão ativa, 21 foram registrados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros três casos confirmados neste ano — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não apresentam ligação entre si e já são considerados encerrados, após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.

Apesar dos registros recentes, o Ministério da Saúde afirma que o país continua sem transmissão endêmica da doença. A situação é acompanhada pelas autoridades sanitárias diante do avanço do sarampo em outras partes do continente americano.

“Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas”, reforçou o ministério em comunicado.

Em 2025, o Brasil havia confirmado 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação do vírus. De acordo com a pasta, os episódios foram controlados por meio de ações de vigilância epidemiológica e vacinação.

A mobilização nacional em andamento busca identificar crianças e adolescentes com doses atrasadas e completar os esquemas previstos no Calendário Nacional de Vacinação. Entre os imunizantes disponíveis está a vacina tríplice viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.

Altamente transmissível, o sarampo pode ser prevenido por vacinação. Para as crianças, o esquema regular estabelece uma primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e uma segunda aos 15 meses de idade.

Pessoas com até 29 anos que não tenham sido imunizadas ou não consigam comprovar a vacinação devem receber duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias. Para adultos entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose contra o sarampo.

As autoridades sanitárias também podem ampliar as estratégias de imunização em localidades onde houver circulação do vírus. Foi o que ocorreu diante da cadeia de transmissão detectada em São Paulo.

O Ministério da Saúde recomendou intensificar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas localidades, crianças com idade entre 6 e 11 meses devem receber a chamada dose zero, destinada a aumentar a proteção de bebês em áreas consideradas de maior risco epidemiológico.

“A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses”, reforçou a pasta.

A Campanha Nacional de Multivacinação termina na terça-feira e tem como foco atualizar a situação vacinal de menores de 15 anos, além de ampliar a proteção da população em um momento de vigilância reforçada contra a transmissão do sarampo.

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