A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a alertar para uma burla que envolve a simulação de acidentes de viação e que está a causar prejuízos cada vez mais elevados às vítimas.

Só nos primeiros seis meses de 2026, foram registadas 30 denúncias relacionadas com este esquema em Portugal, mais 15,4% do que no mesmo período de 2025. Os prejuízos já ascendem a 72.540 euros, praticamente o mesmo valor registado em todo o ano passado, quando foram contabilizados 77.480 euros.
Entre janeiro e junho de 2026, foram registadas 30 denúncias relacionadas com este fenómeno em Portugal, o que representa um aumento de 15,4% ao mesmo período de 2025.
O distrito de Faro apresenta a maior incidência, com seis denúncias, seguindo-se Lisboa, Porto, Viseu e Beja.

Como funciona a burla dos “falsos acidentes”?
O esquema começa, normalmente, quando os criminosos seguem uma vítima depois de esta sair de um parque de estacionamento, muitas vezes junto a superfícies comerciais.
Os suspeitos utilizam sinais de luzes ou avisos sonoros para levar o condutor a parar. Depois, afirmam que ocorreu uma colisão e apontam para danos no veículo, como riscos ou espelhos partidos, que podem já existir.
A abordagem é feita de forma aparentemente cordial e convincente. Em alguns casos, os burlões fazem-se acompanhar por mulheres ou crianças para transmitir uma maior sensação de confiança.
A partir daí começa a pressão sobre a vítima.
Os criminosos alegam que é necessário resolver rapidamente a situação e tentam convencer o condutor a pagar imediatamente, evitando assim uma participação às autoridades ou problemas com o seguro.
O que fazer perante um acidente suspeito?
A GNR deixa alguns conselhos importantes para evitar cair neste tipo de burla:
- Nunca faça pagamentos imediatos no local de um alegado acidente;
- Não entregue o cartão bancário nem revele o código PIN;
- Fotografe os veículos e os danos existentes;
- Solicite a documentação da outra parte;
- Preencha a declaração amigável de acidente;
- Contacte a sua seguradora sempre que necessário;
- Perante uma situação suspeita, contacte de imediato as autoridades.
Se alguém insistir para que se desloque a um multibanco, peça um pagamento através de meios formais ou tente impedir que a situação seja tratada à margem das autoridades e das seguradoras.