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Quando Chris perdeu o acesso às suas bitcoins, valiam cerca de 4.000 libras. Viu-as subir e subir, descer, voltar a subir, cair e tornar a subir. Até que finalmente recuperou a sua carteira, que estava intocada há 12 anos. E tornou-se milionário de um dia para o outro.

Não é a primeira vez que acontece.

Já aqui demos algumas notícias sobre o galês James Howells, que em 2013, deitou fora um dos seus discos rígidos antigos, sem perceber que tinha cerca de 7.500 bitcoins.

Hoje valeriam cerca de 510 milhões de euros, o que explica por que razão o homem está tão determinado a vasculhar o lixo velho de toda a gente no aterro onde o disco foi parar, na tentativa de o encontrar.

Também já contámos no ZAP o caso de Stefan Thomas, que recebeu 7.002 bitcoins para fazer uma animação a explicar “o que é uma Bitcoin”, numa altura em que cada uma valia cerca de 2 dólares.

Mais preocupado com a segurança, Thomas colocou as bitcoin num disco rígido que se autodestrói depois de 10 tentativas erradas. Como se esqueceu da palavra-passe, restam-lhe agora duas tentativas para aceder às suas bitcoins. Valem 478 milhões de euros.

Por vezes, corre bem.

Em 2011, “Chris”, que prefere, por razões compreensíveis, manter o anonimato, investiu 1.500 libras (cerca de 1.700 euros) em bitcoins, depois de um amigo o convencer de que a moeda iria disparar.

Chris fê-lo através da falecida plataforma Intersango, anteriormente conhecida como Britcoin, onde as suas bitcoins ficaram guardadas. A bolsa de Bitcoin começou a ter problemas e, em 2014, Chris tentou retirar os fundos, que nessa altura valiam cerca de 5.400 dólares.

Descobriu que a sua conta tinha sido congelada.

“Foi um choque quando aconteceu. Não era propriamente dinheiro que eu quisesse perder”, contou Chris à LBC.

Infelizmente para Chris, não havia muito que pudesse fazer, já que a empresa não estava sob a supervisão da Financial Conduct Authority, o regulador dos serviços financeiros do Reino Unido. Nada, a não ser ver o valor das duas bitcoins subir e subir e subir, descer, cair e voltar a subir.

“Foi como um murro no estômago ver o Bitcoin subir e subir. Ao fim de algum tempo, deixei de acompanhar porque pensei: não vale a pena, está perdido“, acrescentou.

Mas, no início deste ano, a mulher de Chris encorajou-o a contactar uma empresa especializada na recuperação de criptomoedas perdidas.

Aparentemente, esta é uma tarefa bastante mais fácil do que lembrar-se de uma palavra-passe antiga ou procurar num aterro gigantesco, porque, em poucos meses, a empresa conseguiu devolver o dinheiro a Chris.

Nessa altura, já valia cerca de 3,3 milhões de libras (3,8 milhões de euros), uma quantia mais modesta do que a perdida por Howells ou Thomas — mas ainda suficiente para fazer os olhos saltarem das órbitas e transformarem-se em cifrões.