A esposa Márcia Ines Allas e Claudir Marcos Hergessel, que já venceu o câncer de pele.Foto: Arquivo pessoal/ND Mais
Um pequeno acidente durante a montagem de um móvel, aos 25 anos, mudou para sempre a trajetória de Claudir Marcos Hergessel, em São Lourenço do Oeste, no Oeste catarinense. Ao bater a porta do armário no canto do nariz, o que parecia apenas um machucado corriqueiro transformou-se em uma ferida persistente.
O diagnóstico veio em 2005: carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele comum, mas que no corpo de Claudir agia de forma devastadora e agressiva, crescendo em um mês o que levaria anos em outros pacientes.
A luta contra o câncer de pele agressivo e as 25 cirurgias
O diagnóstico veio em 2005: carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele comum.Foto: Arquivo pessoal/ND Mais
Hoje, aos 46 anos e aposentado por invalidez, o morador de São Lourenço do Oeste, carrega na pele e na rotina as marcas de uma batalha que já dura 21 anos.
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O tumor reapareceu, exigindo um histórico impressionante de 25 procedimentos cirúrgicos para conter o avanço da doença e reconstruir tecidos.
“Não foi fácil, mas nunca desisti”, revela Claudir ao comentar sobre os procedimentos.
O momento mais crítico ocorreu em 2017, quando o câncer atingiu uma região profunda entre os olhos e o cérebro.
Claudir carrega na pele e na rotina as marcas de uma batalha que já dura 21 anos.Foto: Arquivo pessoal/ND Mais
Diante de um prognóstico gravíssimo, o médico foi direto: sem a operação, Claudir Marcos Hergessel teria no máximo um ano de, ficando cego e paraplégico. Com a intervenção, a probabilidade de sobrevivência era de apenas 1%.
“Falei: ‘Tenho 1% de chance? Então vamos lá’. Fizemos em fevereiro de 2018 e deu tudo certo”, relembra Claudir.
As sequelas graves e o novo obstáculo para respirar
A cirurgia realizada em 2018 zerou o retorno do tumor, mas deixou sequelas severas.
Sem a estrutura anatômica do nariz, o catarinense passou a sofrer com crises graves de sinusite que, sem canal de vazão, cristalizam nos seios da face.
A complicação passou a provocar furos e o vazamento de secreção pelo canto dos olhos, afetando drasticamente sua respiração e bem-estar diário.
Catarinense que passou por 25 cirurgias no rosto enfrenta novo desafio para voltar a respirar depois do câncer de pele.Foto: Arquivo pessoal/ND MaisA corrente do bem e a reta final da arrecadação
Para recuperar a qualidade de vida, Claudir precisa passar por uma nova cirurgia complexa de desobstrução e raspagem em Joaçaba, com duração prevista de quatro horas.
Sem cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e orçado em R$ 40 mil, o procedimento mobilizou a comunidade de São Lourenço do Oeste em uma corrente do bem.
Claudir precisa passar por uma nova cirurgia complexa de desobstrução e raspagem do nariz.Foto: Arquivo pessoal/ND Mais
A mobilização regional arrecadou a maior parte do valor necessário, restando cerca de R$ 2,3 mil para atingir a meta total e agendar a operação.
A chave Pix solidária (02517030960) segue ativa para quem deseja contribuir com o trecho final da arrecadação.
Sustentado pela fé da mãe e pelo apoio incondicional da esposa, da filha e dois enteados, Claudir Marcos Hergessel encara mais este capítulo sem medo.
“Nunca tive medo da doença. Se o emocional da gente estiver bem, a gente não sente medo. A maior vitória que tive na vida foi o apoio da minha família”, afirma.