O sistema de condução autónoma da Tesla voltou a estar no centro das atenções pelos piores motivos. Um veículo equipado com a mais recente versão do software de assistência à condução falhou ao reconhecer uma passagem de nível ativa. Quase colidiu contra um comboio em movimento, obrigando a uma intervenção humana de emergência.

Tesla FSD carro comboio

O caso foi registado em vídeo e divulgado nas redes sociais por um jornalista do setor automóvel. As imagens captadas pela câmara de bordo revelam o carro a aproximar-se dos carris a cerca de 14 km/h com o modo autónomo ativo, ignorando a sinalização luminosa intermitente e os avisos sonoros emitidos pela composição ferroviária. O condutor teve de travar a fundo para evitar a colisão fatal.

Versão mais recente do software falhou em pleno

O aspeto mais preocupante reside na versão do sistema em utilização. O automóvel corria a compilação FSD v14.3.7, precisamente a mais avançada disponibilizada pela marca de Elon Musk para os veículos dotados do computador de bordo de última geração.

Esta versão sucede a uma atualização que prometia melhorar o reconhecimento de barreiras e obstáculos projetados sobre a estrada. Apesar de todas as melhorias técnicas anunciadas, o algoritmo continuou em marcha lenta em direção à linha férrea, evidenciando dificuldades em identificar situações de perigo óbvias.

Um padrão de incidentes em passagens de nível

Este episódio não representa um caso isolado e reforça um padrão recorrente de falhas nas passagens de nível. Ao longo dos últimos meses surgiram vários relatos de veículos da marca a atravessar cancelas descidas e a invadir linhas férreas pouco antes da passagem de composições em alta velocidade.

Registos anteriores confirmam dezenas de ocorrências semelhantes nos Estados Unidos, incluindo acidentes em que viaturas foram abalroadas após virarem inadvertidamente para a linha do comboio. O comportamento errático do sistema nestes cruzamentos tornou-se um dos pontos mais críticos da tecnologia.

Reguladores apertam cerco à condução autónoma

A repetição destes cenários motivou a intervenção das entidades reguladoras de segurança rodoviária. As autoridades norte-americanas mantêm uma investigação alargada a quase três milhões de carros equipados com o sistema, na sequência de incidentes com semáforos vermelhos e tráfego em sentido contrário.

Embora a marca continue a promover o software com a designação de condução autónoma total, os manuais técnicos insistem que o condutor deve manter total atenção à estrada e estar pronto a assumir os comandos a qualquer segundo.