Tatiana Durão despediu-se ontem do Big Brother Verão, depois de uma participação marcada por confrontos, opiniões fortes e uma presença que dificilmente passou despercebida. Já fora da Casa, a ex-concorrente esteve esta manhã no Dois às 10, onde Cristina Ferreira e Cláudio Ramos recordaram alguns dos momentos mais comentados da sua passagem pelo reality show.
Uma das primeiras questões colocadas a Tatiana esteve precisamente relacionada com a perceção de alguns espectadores e concorrentes de que não teriam conseguido ver verdadeiramente quem ela é. Confrontada por Cristina Ferreira sobre a possibilidade de essa postura ter sido propositada, a ex-concorrente rejeitou essa ideia.
Tatiana explicou que mostrou as suas emoções sempre que entendeu que o jogo o pedia, mas que também se viu obrigada a assumir uma posição mais defensiva e, em determinados momentos, partir para o contra-ataque.
Segundo a própria, foi o contexto da Casa que ditou a forma como acabou por reagir.
Cláudio Ramos fala em manipulação
Cláudio Ramos foi mais longe na análise e assumiu que, enquanto jogadora, considera que Tatiana teve comportamentos manipuladores. O apresentador destacou, em particular, a relação que a concorrente manteve com Afonso, considerando que, em determinados momentos, terá tentado despertar-lhe pena para o manter do seu lado.
Tatiana não se reviu nessa leitura.
A ex-concorrente garantiu que tudo o que aconteceu com Afonso foi sincero e afirmou acreditar que o colega gosta realmente dela. Negou, por isso, ter recorrido à manipulação para condicionar o jogo dos outros.
Mais do que isso, Tatiana afirmou que nunca entrou na Casa com uma estratégia definida. Para si, a própria personalidade e as diferentes facetas que possui são suficientes para construir o seu percurso.
«Entro para um reality e, mediante o que receber, é o que vou entregar», terá explicado.
«Nunca mostrei um lado amoroso»
Tatiana abordou ainda uma das características que, na sua opinião, acabou por marcar a sua passagem pelo programa: a ausência de um lado mais amoroso ou emocional nas relações com os colegas.
A ex-concorrente justificou que nunca chegou a mostrar esse lado porque, simplesmente, nunca sentiu que tivesse recebido isso dos restantes concorrentes.
Aliás, admitiu mesmo não se identificar particularmente com este formato de reality show. Recordou que já tinha participado anteriormente num programa relacionado com o amor e considerou que, nesta experiência, os colegas nunca conseguiram perceber essa sua faceta, precisamente porque não encontrou reciprocidade.
A polémica com Sara e Nuno também foi recordada
Outro dos momentos inevitavelmente recuperados durante a entrevista foi a polémica envolvendo Sara e Nuno, depois de Tatiana ter revelado uma conversa que teve com Sara sobre a alegada estratégia relacionada com a proximidade desta com Nuno.
Cláudio Ramos considerou que Tatiana terá percebido, nesse momento, que estava a expor uma pessoa que considerava sua amiga.
A ex-concorrente, contudo, voltou a garantir que não houve uma intenção calculada. Segundo explicou, tudo aconteceu de forma inocente e natural, embora reconheça agora que esse episódio acabou por ter bastante importância no desenrolar da sua experiência e, sobretudo, no período que se seguiu.
«Não gosto de conflito»
Apesar de ter protagonizado vários momentos de confronto dentro da Casa, Tatiana garantiu que não gosta de conflito.
Foi precisamente aí que Cláudio Ramos a voltou a questionar, colocando em cima da mesa se, afinal, para gerar conflito num reality show, não será necessário que também exista vontade de o provocar.
Tatiana manteve a sua posição e deixou uma frase que resume, de certa forma, a forma como encara a sua participação.
Para a ex-concorrente, se tivesse optado por uma postura mais passiva, teria acabado por ser apenas mais uma concorrente entre tantas outras.
«Seria mais uma aborrecida igual a todos eles se não tivesse sido assim a reagir.»
Depois de uma saída marcada por opiniões divididas, Tatiana parece, assim, não se arrepender da postura que adotou. Fora da Casa, mantém a convicção de que não criou uma personagem: limitou-se a responder ao jogo e às pessoas que encontrou pela frente.