A ameaça parece não ter surtido efeito, uma vez que o porta-voz dos Guardas da Revolução iranianos escreveu no X: “A América vai arrepender-se destes ataques”. E deixou promessa de um “castigo severo”.
E poucas horas depois dos ataques contra Bandar Abbas, o Irão respondia visando bases e interesses dos EUA na região.
Os Guardas da Revolução afirmaram que em “ataques cegos e desesperados”, os EUA bombardearam vários locais, incluindo zonas civis. “Ataques que reforçaram o bloqueio do Estreito de Ormuz e fortaleceram a determinação dos combatentes em reprimir as forças estrangeiras que interferem no Estreito de Ormuz”, lia-se no comunicado.
De acordo com o vice-responsável pelos assuntos políticos, de segurança e sociais da província de Hormozgan, onde se situa Bandar Abbas, não foram registadas, até ao momento, vítimas nem incidentes.
Bandar Abbas é uma cidade portuária estratégica no sul do Irão. Principal centro portuário do país, liga o Irão ao Golfo Pérsico, Mar de Omã e Oceano Índico.
Bandar Abbas é uma das principais bases da Marinha iraniana e tem instalações da Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica. A sua posição permite ao Irão controlar o tráfego marítimo através de Ormuz.
É também um importante centro económico e logístico, com o porto a ser essencial para as importações e exportações iranianas e para a ligação comercial do país ao Oceano Índico.
Estes novos ataques dos EUA surgem no seguimento de outros realizados nas 48 horas que os antecederam. Primeiro os EUA atacaram a ilha de Larak no domingo à noite, alegando que o Irão se preparava para colocar novas minas numa rota marítima comercial e civil recém desminada que permitira fazer a travessia do Estreito de Ormuz.
Já na madrugada de segunda-feira, as forças armadas iranianas responderam atacando alvos militares americanos em território jordano.
Poucas horas depois, Trump garantiu que haveria uma resposta dos EUA a esses ataques iranianos. Esta parece ter acontecido na tarde deste terça-feira.