Uma placa indica que ali fica o Serviço de Hepatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. O atendimento, como o nome informa, é para doenças do fígado. Mas eram os músculos da coxa de uma mulher de 64 anos que pesquisadores examinavam por meio de ultrassonografia numa manhã de agosto.

Na terceira matéria da série “A Revolução dos Músculos”, escrita pela repórter especial Ana Lucia Azevedo, contamos com a ciência vem pesquisando o elo entre os músculos e o funcionamento de outros órgãos. Até a próxima sexta-feira, reportagens abordam desde a sua importância (como fazem falta em pessoas como astronautas e pacientes de UTI), as novas “canetas” para esse fim, o risco de anabolizantes, e muito mais.

A mulher e os médicos que a atendiam integram um estudo que investiga a relação dos músculos com a saúde geral de uma pessoa. E também almeja validar o uso de análise da composição muscular para identificar riscos de doenças hepáticas.

Trabalhos assim são resultado de uma melhor compreensão do papel dos músculos, afirma o coordenador do estudo, o hepatologista João Marcello de Araújo Neto, professor da UFRJ.