A Diretoria de Vigilância em Saúde publicou na terça-feira (1º), um alerta epidemiológico à rede de saúde de Porto Alegre para o risco de reintrodução de casos importados de sarampo na cidade. O motivo é o aumento no número de casos da doença em países vizinhos ao Brasil e no estado de São Paulo, onde 23 casos importados já foram confirmados neste ano.

O órgão indica que, com o fluxo de viagens entre Porto Alegre e as cidades do sudeste, é importante que as pessoas atualizem sua situação vacinal e, se tiverem sintomas compatíveis com a doença, procurem atendimento médico o mais rapidamente possível. O sarampo é uma doença extremamente transmissível. Nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus.

A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde da cidade para pessoas até 59 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esquema vacinal depende da faixa etária da pessoa. A enfermeira Renata Capponi, chefe da Equipe de Imunizações na Vigilância em Saúde municipal, alerta que é fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada e ficar atento aos sintomas. Somente o registro da dose vale como comprovação da aplicação.

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Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite — especialmente após viagem internacional ou a locais com circulação viral — a orientação é procurar atendimento médico imediato.

Devem se vacinar pessoas que nunca receberam o imunizante, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação. A vacina é contraindicada para gestantes. Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Situações específicas são avaliadas individualmente nas unidades de saúde.

No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. Em 2025, Porto Alegre confirmou um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, provável local de infecção. Em 2026 não há confirmação de casos na Capital.