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EDÍLIA MUNGUAMBE

O PAÍS está a apostar em novas tecnologias para reforçar o combate à malária, através do uso combinado de drones, inteligência artificial e controlo de criadouros de mosquitos.

A utilização de drones surge como uma estratégia inovadora para identificar e eliminar, de forma mais rápida e precisa, locais propícios à reprodução do mosquito transmissor da doença, abrindo novas possibilidades para tornar o controlo mais eficiente nas comunidades.

As novas tecnologias baseadas em inteligência artificial para o estudo e vigilância do mosquito vão permitir a redução de infecções e mortes desta doença considerada principal causa de mortalidade no país.

Um dos exemplos do uso de drones é o projecto da SORA Technology, iniciativa implementada na província de Maputo, no distrito da Matola, onde os dispositivos são utilizados para captar imagens aéreas nas zonas urbanas.

Segundo Wilson Simone, coordenador do projecto, estas imagens são posteriormente analisadas com recurso à inteligência artificial para identificar possíveis locais onde a água se acumula e onde os mosquitos podem reproduzir-se.

Acrescentou que depois de identificados, estes potenciais criadouros são verificados no terreno e, quando confirmados, tratados com larvicida, procurando reduzir a quantidade de mosquitos antes que estes atinjam a fase adulta.

O projecto compara esta abordagem tecnológica com o método convencional de identificação e tratamento de criadouros, permitindo avaliar se o uso de drones e inteligência artificial pode tornar o controlo vectorial mais rápido, eficiente e direccionado, reduzindo o esforço das equipas e o uso desnecessário de larvicidas.

Simone explicou que, em termos simples, a ideia é usar a tecnologia para encontrar mais rapidamente onde os mosquitos se reproduzem, confirmar estes locais no terreno e concentrar o controlo exactamente onde ele é necessário.

O objectivo final é contribuir para estratégias mais eficientes e sustentáveis de prevenção e controlo da malária em ambientes urbanos.

Para além do mapeamento, o projecto realiza vigilância quinzenal de larvas, através da identificação e caracterização dos criadouros e avaliação da sua produtividade. Os criadouros confirmados são tratados com um larvicida biológico, cujo efeito residual é de aproximadamente 14 dias.

O projecto também acompanha os mosquitos adultos em todas as áreas de estudo. Para isso, são utilizadas armadilhas luminosas CDC instaladas em quatro residências por área, com uma armadilha no interior e outra no exterior de cada residência.

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