De regresso ao comando do Real Madrid 13 anos depois da sua primeira passagem, José Mourinho, de 63 anos, vive uma fase visivelmente mais serena e descontraída, não só no plano desportivo, mas também na esfera pessoal. Em entrevista concedida ao programa espanhol ‘El Chiringuito’, conduzido por Josep Pedrerol, o técnico português abordou a nova dinâmica da sua vida familiar e a relação com a mulher de sempre, Matilde Faria, e com os dois filhos do casal.


Com o regresso à capital espanhola, a rotina do treinador português sofreu alterações significativas em comparação com o período em que treinou os merengues pela primeira vez, a partir de 2010. O motivo principal prende-se com o crescimento de Matilde (29 anos) e José Mário (26 anos).


“Na minha primeira etapa aqui, os meus filhos eram pequenos e estavam cá eles e a minha mulher. Agora têm 29 e 26 anos, e vivem os dois em Londres”, explicou o técnico. “A minha mulher é uma mãe portuguesa que está muito com os filhos, que já não têm 10 e 14 anos”, acrescentou com humor, vincando a independência dos jovens, mas realçando o forte laço que define a companheira.


Apesar de a residência fixa dos filhos se manter em Inglaterra, as visitas a Madrid são momentos de celebração para José Mourinho. Quando está sozinho na capital espanhola, a entrega no centro de treinos do clube é total. “Quando vêm a Madrid, fico encantado por estarem cá, mas quando não estão, fico sempre em Valdebebas. Quando saio daqui às 18h, é mais cómodo ficar por cá”, confessou.


A cumplicidade entre José Mourinho e Matilde Faria dura há mais de quatro décadas. Conheceram-se ainda adolescentes na sua Setúbal natal e casaram em 1989. Desde então, Tami, como é carinhosamente chamada, tem sido a grande conselheira e pilar nos momentos decisivos da carreira do treinador.


Um dos exemplos mais marcantes dessa influência aconteceu quando o português esteve prestes a assumir o comando da Seleção de Inglaterra. “Toda a gente me dizia para aceitar. Os jogadores do Manchester, do Liverpool… Mas a minha mulher disse-me para não o fazer e tinha razão. Não podia passar dois anos a jogar contra o Cazaquistão e São Marino”, recordou o técnico sobre o conselho que acabou por mudar o rumo da sua carreira.


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