Quatro empresas espaciais norte-americanas anunciaram que não vão participar na cimeira internacional do espaço, agendada para a próxima semana em Paris. A decisão surge na sequência de pressões exercidas pela administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que as companhias privadas norte-americanas boicotassem o evento promovido pela presidência francesa.

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Conforme avançou o jornal Politico, entre as empresas visadas pela medida encontram-se gigantes do setor como a SpaceX, fundada por Elon Musk, e a Blue Origin, propriedade de Jeff Bezos. A estas juntam-se a fabricante de foguetões Stoke Space e a Starcloud, uma startup focada no lançamento e instalação de centros de dados no espaço. Todas estas entidades notificaram formalmente as autoridades francesas esta quinta-feira, comunicando a “anulação da sua participação” no encontro internacional.

França lamenta pressões políticas mas mantém portas abertas aos EUA
A reação oficial do lado francês não se fez esperar perante o recuo das empresas norte-americanas. Um responsável do Ministério do Ensino Superior, da Investigação e do Espaço de França confirmou o cancelamento das presenças e apontou a interferência política como causa direta para esta tomada de posição.

Ao abordar o sucedido, a mesma fonte ministerial — à qual foi concedido o anonimato para abordar detalhes melindrosos sobre a organização da cimeira — assinalou ser “difícil não estabelecer uma ligação com os rumores de pressão que têm vindo a circular na imprensa”.

Apesar das ausências de peso no setor privado dos Estados Unidos, a representação do país no evento em Paris não será totalmente nula. O responsável do governo francês assegurou que outras empresas norte-americanas irão manter a sua participação no encontro na capital francesa.

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O representante do executivo de Emmanuel Macron fez ainda questão de reiterar a vontade de manter a cooperação transatlântica no domínio da exploração e tecnologia espacial, lamentando o contexto geopolítico atual. “Queremos obviamente continuar a trabalhar com os nossos parceiros e aliados americanos, mesmo que as mudanças estratégicas e as pressões políticas tornem por vezes essa tarefa desnecessariamente complexa”, concluiu o responsável francês.