Semana passada, duas novas terapias, ambas experimentais, ganharam destaque com a promessa de se tornarem “pílulas do exercício”. Ainda que consigam passar em mais testes e chegar ao mercado, especialistas frisam que nenhuma irá, de fato, substituir a atividade física. Sobretudo o treinamento de força, para a preservação e o ganho de massa e função muscular.

E o motivo é simples, explicam especialistas. As drogas atuam apenas sobre um entre centenas de mecanismos promovidos pelos exercícios. Poderão proporcionar alguns benefícios, mas as academias e os ginásios, e não as farmácias, continuarão a ser os lugares a ir para cuidar da saúde muscular.

— O exercício faz uma remodelação no metabolismo. Ele atua sobre numerosas funções do organismo e não apenas um ou dois alvos — afirma Clayton Macedo, coordenador do Ambulatório de Endocrinologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).