Depois de anos concentrada em aprimorar linhas existentes e ampliar a receita com serviços, a Apple se prepara para uma nova fase de expansão de seu portfólio. A empresa deve iniciar, a partir de setembro, uma sequência de lançamentos que inclui novos formatos de dispositivos e categorias inéditas.
O movimento começa no evento de 9 de setembro, quando o CEO John Ternus deve apresentar os novos iPhones e Apple Watches. Entre os principais lançamentos esperados está o primeiro iPhone dobrável, que pode custar mais de US$ 2 mil.
A estratégia marca uma mudança importante para a companhia. Nos últimos 15 anos, a Apple criou poucas categorias realmente novas — entre elas Apple Watch e AirPods. Agora, a empresa trabalha em uma série de produtos para 2026, 2027 e os anos seguintes, com forte presença de inteligência artificial.
iPhone dobrável é principal novidade
O chamado internamente de iPhone Ultra terá uma grande tela interna e uma tela externa menor. Fechado, o aparelho deverá ter dimensões semelhantes às de um passaporte.
O dispositivo deve contar com chip A20 Pro, modem C2 desenvolvido pela própria Apple, Touch ID, multitarefa em tela dividida e câmeras principal e ultrawide. O preço deve superar US$ 2 mil.
Os iPhone 18 Pro e Pro Max também devem ser apresentados, com poucas mudanças externas, mas melhorias em processador, modem, bateria e câmeras. O Pro Max poderá ganhar uma abertura mecânica para controle mais preciso da luz e da profundidade.
A Apple também deve atualizar o Apple Watch, os AirPods, a Apple TV e o HomePod mini, principalmente com novos componentes capazes de suportar recursos de inteligência artificial da Siri.
Casa inteligente
Outra novidade relevante é um hub doméstico inteligente com tela de cerca de 7 polegadas. O aparelho deverá funcionar como central para controlar dispositivos da casa, realizar chamadas pelo FaceTime e exibir aplicativos, widgets e informações personalizadas.
Com reconhecimento facial e recursos de IA, o produto representa uma das maiores apostas da Apple no mercado de casas inteligentes.
A companhia também trabalha em uma versão mais avançada do dispositivo, prevista para os anos seguintes, com uma tela maior e um braço robótico capaz de movimentá-la.
MacBooks e iPads ganham novas tecnologias
No segmento de computadores, a Apple prepara uma nova geração de MacBooks Pro com tela OLED e tecnologia multitoque, em uma das maiores mudanças da linha em anos. O aparelho também deverá incorporar elementos do iPhone, como a Dynamic Island.
Os iPads também receberão atualizações. O iPad mini deverá ganhar tela OLED, enquanto o iPad Air deve adotar a mesma tecnologia em 2027.
A Apple ainda prepara atualizações de chips para praticamente toda a linha de Macs, incluindo MacBook Air, MacBook Pro, iMac e Mac Studio.
AirPods e óculos entram na estratégia de IA
Para 2027, um dos projetos mais ambiciosos são os AirPods com câmeras integradas. Os sensores poderão analisar o ambiente ao redor e alimentar recursos de inteligência artificial, como lembretes contextuais e orientações.
A Apple também desenvolve seus primeiros óculos inteligentes sem tela, que poderão reproduzir música, atender chamadas e tirar fotos e vídeos. As câmeras dos óculos também deverão funcionar como sensores para recursos de IA.
Mais adiante, a companhia estuda até mesmo um pingente com câmera, que poderia funcionar como os “olhos” de uma inteligência artificial conectada ao iPhone.
O que vem depois
A Apple ainda trabalha em uma série de projetos de longo prazo. Entre eles estão uma nova geração do iPhone dobrável, um modelo maior do aparelho, um possível iPad dobrável com tela de cerca de 20 polegadas e uma versão mais leve do Vision Pro.
O projeto mais ambicioso, porém, continua sendo o desenvolvimento de óculos de realidade aumentada, capazes de sobrepor informações ao ambiente real. O produto é esperado apenas para o fim da década.
Os cronogramas ainda podem mudar, e alguns projetos podem ser adiados ou cancelados. Ainda assim, o volume de produtos em desenvolvimento indica que a Apple pretende inaugurar uma nova fase de inovação, com a inteligência artificial e novos formatos de hardware no centro da estratégia.