Milhões de pessoas sofrem acidente vascular cerebral (AVC) todos os anos no mundo. O do tipo isquêmico, o mais comum, ocorre quando um coágulo sanguíneo bloqueia o fluxo de sangue para uma parte do cérebro. E, em casos graves, pode destruir quantidades substanciais de tecido, deixando uma cavidade no cérebro onde antes existia tecido cerebral saudável.
De olho nessa condição, engenheiros biomédicos da Universidade Duke, dos Estados Unidos, criaram um biomaterial injetável. “Nosso objetivo é modificar o espaço lesionado para que os processos de reparo imunológico, vascular e neural possam começar a funcionar em conjunto”, disse Tatiana Segura, professora titular da Cátedra Robert Plonsey de Engenharia Biomédica da faculdade, em comunicado.
A equipe envolvida no trabalho buscou criar um ambiente dentro da cavidade afetada pelo AVC que pudesse suportar vários tipos de reparo simultaneamente. Para isso, utilizou MAPS (andaimes de partículas microporosas recozidas), que consistem em micropartículas de hidrogel individuais que se auto-organizam em uma estrutura porosa.