O ministro da Administração Interna, Luís Neves, irá ao Parlamento na manhã desta terça-feira para uma audição regimental na Comissão de Assuntos Constitucionais, marcada para as 10h00, apenas cinco horas e meia antes de o grupo parlamentar do Chega apresentar a moção de censura ao Governo, motivada precisamente pela permanência do antigo diretor nacional da Polícia Judiciária no Executivo de Luís Montenegro.
A audição regimental, na qual Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas sobre o seu mandato à frente da pasta da Administração Interna, foi confirmada nesta sexta-feira pela presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Paula Cardoso (PSD). Apesar de estar prevista, levando a que o governante tenha desafiado André Ventura a colocar-lhe perguntas nessa ocasião, ainda não se encontrava na agenda de trabalhos, disponibilizada no site oficial da Assembleia da República, no início da tarde.
André Ventura não é um dos deputados indicados pelo Chega para essa comissão, em que Idalina Durães é uma das vice-presidentes e Vanessa Barata a coordenadora do grupo parlamentar. E também não se encontra entre os suplentes, embora Paula Cardoso tenha defendido que nada o impediria de participar na audição, substituindo outro dos deputados do seu partido, caso fosse a sua vontade.
Sobre as perguntas que os deputados poderão fazer ao ministro da Administração Interna, horas antes da discussão da moção de censura, a social-democrata que preside a comissão parlamentar tem dado indicações de que podem ir além das opções políticas que ele tem tomado no Ministério da Administração Interna.