A jornalista Camila Bengo colabora com a colunista Juliana Bublitz, titular deste espaço.

Rubiane Zancan / DivulgaçãoProjeto de extensão K-UFRGS oferece aulas gratuitas e abertas à comunidade, ministradas por estudantes do curso de Dança.Rubiane Zancan / Divulgação

Há três anos, fãs de k-pop encontram na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) um espaço para aprender a dançar os principais hits do gênero. O projeto de extensão K-UFRGS oferece aulas gratuitas e abertas à comunidade, ministradas por estudantes do curso de Dança.

Os encontros ocorrem toda sexta-feira, das 15h às 16h30min, na Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, em Porto Alegre. 

Os alunos aprendem coreografias de grupos conhecidos e também criações autorais dos graduandos que integram o projeto. Mas a proposta vai além de reproduzir os passos: ritmo, coordenação, expressão corporal e autoconfiança também são trabalhados.

Os movimentos ensinados vêm de estilos como hip-hop, jazz funk e heels, danças urbanas nas quais o fenômeno sul-coreano se inspira.

— O k-pop não constitui um estilo de dança por si só. Ele se configura como uma composição híbrida, que agrega linguagens artísticas plurais e bebe na fonte de diversos outros estilos — explica a professora Rubiane Zancan, coordenadora do K-UFRGS.

Complemento à formação acadêmica

A ideia de criar um projeto dedicado ao gênero partiu da estudante Giovana Menegazzo, que está no último semestre da graduação em Dança e escolheu o curso justamente por influência do k-pop. 

Ao ingressar na UFRGS, ela percebeu que havia pouco espaço para estudar essa linguagem artística e propôs à professora Rubiane que desenvolvessem um projeto em que fosse possível oferecer algo à comunidade e também complementar a formação acadêmica dos estudantes de Dança.

Assim, desde a criação do K-UFRGS, são os graduandos que planejam as aulas, sempre com orientação da coordenadora. Posteriormente, também é feita uma avaliação do que funcionou e do que poderia ser melhorado em cada encontro. Segundo Giovana, o método permite que os futuros profissionais da Dança exercitem e aprimorem suas práticas do ensino. 

O nível de dificuldade das coreografias avança sem pressa, conforme o desenvolvimento da turma. Para o projeto, é fundamental que todos os alunos consigam acompanhar as aulas de igual forma — dos mais experientes aos que nunca dançaram na vida. 

Rubiane Zancan / DivulgaçãoProcura pelas aulas é maior do que a capacidade atual do projeto, então, há lista de espera para novos alunos. Rubiane Zancan / Divulgação

Esse cuidado, ressalta Giovana, é o que permite que os participantes evoluam e se sintam mais seguros para experimentar as inúmeras possibilidades da dança. 

— A maioria dos participantes chega focado em decorar os passos. Mas, com o tempo, eles vão entendendo que existe toda uma técnica por trás daqueles movimentos e começam a perceber o próprio corpo de outra forma. É muito bonito ver alunos que chegaram tímidos e, hoje, já estão até mesmo criando suas próprias coreografias — conta.

Como participar

Para participar do K-UFRGS, os únicos requisitos são ter pelo menos 16 anos (no caso dos menores, com autorização dos responsáveis) e muita vontade de mexer o corpo. Entretanto, a procura pelas aulas é maior do que a capacidade atual do projeto, então, há lista de espera para novos alunos. 

Para garantir que as vagas sejam ocupadas por quem realmente tem disponibilidade de acompanhar as atividades, o projeto permite só uma falta sem justificativa por mês. A partir da segunda ausência injustificada, a vaga é repassada ao próximo nome da lista de espera.

Os interessados em entrar na lista devem preencher o formulário de inscrição. Quando novas vagas surgirem, a equipe do projeto fará contato, seguindo a ordem de manifestação de interesse.

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