Georgina Rodríguez está a tornar-se, aos poucos, uma das caras conhecidas mais associadas ao Festival de Cinema de Veneza, em Itália. Desde 2020 que pisa a passadeira vermelha do evento e, claro, está a preparar-se para fazer o mesmo este ano.
Rodríguez chegou à cidade italiana na passada quinta-feira, 3 de setembro, e chamou a nossa atenção com o seu primeiro look. E, atenção, ainda nem estamos a falar de um vestido de gala, mas sim do outfit mais casual que usou para a viagem.
O segredo está nos detalhes…
Para a ocasião, a empresária escolheu um look que parece descontraído, composto pelas calças de ganga tendência e uma camisa castanha, mas, na verdade, esconde detalhes muito interessantes.
Podemos começar pelas jeans de silhueta bootcut da Giambattista Valli. Também podemos mencionar as joias como, por exemplo, o colar da Pasquale Bruni, o anel de noivado oferecido por Cristiano Ronaldo, agora seu marido, ou o relógio com diamantes da Rolex.
Mas, apesar de tudo isto, o que realmente saltou à vista foi a camisa, com o sutiã à mostra, e a carteira rara da Hermès, uma das marcas favoritas da argentina.
O sutiã e a carteira polémica
Para alguns, mostrar apenas a alça do sutiã pode ser um faux pas, uma forma de quebrar as regras da moda e da etiqueta. Já Georgina leva a ideia mais longe e transforma o sutiã numa peça statement que pode (e deve) ser mostrada, ao estilo clássico Dolce & Gabbana, o verão italiano cool e sensual.
Em Itália, usou o Sofia Pretty Flowers Balconette Bra da Intimissimi por baixo de uma camisa da mesma marca e, sinceramente, entendemos a necessidade de mostrar o sutiã. É uma peça em tons de castanho escuro com aplicações de renda, num estampado florido que merece destaque.
Não podemos falar sobre o look de Georgina sem mencionar o acessório que leva nas mãos, uma das carteiras mais desejadas, mais caras e mais polémicas da Hermès. É a Himalaya Birkin, “uma das bolsas mais cobiçadas de sempre e que está disponível em versões com ou sem diamantes”, segundo a Sotheby’s, e faz parte da coleção da empresária há pouco tempo.
Uma versão desta carteira foi uma das mais caras alguma vez vendidas num leilão por 336 mil dólares. Foi ultrapassada apenas pela Birkin original, a que foi criada pela marca para Jane Birkin nos anos 80, cujo valor chegou aos 8 milhões de euros.
Existem, no entanto, algumas críticas a esta carteira por ser feita com pele de Crocodilo do Nilo, um dos materiais mais raros e caros utilizado pela marca, algo que a própria Jane criticou em 2015 e que fez com que pedisse à maison para não continuar a usar o seu nome.
É, no entanto, importante mecionar que marca obedece a padrões éticos rigorosos no processo de criação animal que leva décadas até atingir a maturidade ideal para poder ser trabalhado.
Há quem acredite que a carteira está disponível nesta cor clara por esta espécie de crocodilo ser albina, mas isso não passa de um mito. Na verdade, a pele é tingida pelos artesãos da Hermès para ficar com o degradé característico que faz lembrar as montanhas cobertas de neve do Himalaia, a paisagem que dá o nome à carteira.
Pela sua raridade, a carteira pode custar a partir de 150 mil e ultrapassar os 350 mil euros, um valor atribuído a edições quase únicas desta Birkin, muitas com diamantes.