European Centre for Disease Prevention and Control

Vírus do Nilo Ocidental na UE: regiões afetadas (amarelo) e novos casos (vermelho)
As infeções com o vírus do Nilo Ocidental estão a aumentar na Europa: já são 15 os países afetados. Portugal escapa, para já, ao vírus: não há casos conhecidos de infeção local em humanos. Em Espanha, há 88 casos confirmados.
Desde o início da época de transmissão do vírus, associada aos meses mais quentes, há já mais de mil casos conhecidos na Europa de infeções em humanos com o vírus do Nilo Ocidental.
Segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), até quinta-feira tinham sido registados 1.086 casos em 15 países europeus, em pessoas que se infetaram no local — ou seja, que não apanharam o vírus em viagem.
Nas últimas semanas, a propagação disparou, nota o Handelsblatt. No início de agosto havia apenas 241 casos em 7 países europeus.
Itália e Grécia são os países mais afetados.
Mais de metade dos casos, 516, foi registada em Itália. Há 284 casos na Grécia, dos quais 11 de origem desconhecida, e 88 em Espanha.
Na Alemanha, a 3 de setembro havia 2 casos confirmados. Há casos registados nos países vizinhos da Alemanha: França, Países Baixos e Áustria. De acordo com os dados do ECDC, ao todo há 144 regiões europeias afetadas.
O organismo realça, contudo, que não se trata de um retrato completo da transmissão.
Até 3 de setembro de 2026, Portugal não aparecia entre os países europeus com casos humanos adquiridos localmente. Isso não significa, contudo, que o vírus não circule em Portugal.
A DGAV confirmou em dezembro a circulação do vírus no território continental, e registou 12 focos em equídeos em 2025.
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um flavivirus, o vírus do Nilo Ocidental, relacionado com as encefalites equinas. É transmitida por mosquitos, sendo sensíveis aves selvagens, equídeos e humanos, explica a DGAV. Após uma ausência de 35 anos na Europa, reapareceu em França em 2000.
Cerca de 20% dos infetados desenvolvem uma doença febril, semelhante à gripe, mas apenas 1 em cada 100 pessoas infetadas adoece com gravidade. Normalmente, cura-se sem complicações.
Só nos doentes graves as sequelas são relativamente frequentes.