Sai, não sai; fica, não fica; quer ir embora; não quer ir embora. O colombiano protagonizou a grande novela do verão — inevitável para quem garante tantos golos. Ficou em Alvalade e é, sem margem para dúvidas, o ator principal da companhia liderada por Rui Borges. Dizia-se que andava triste, melancólico, condoído, incapaz de sorrir. Por isso, ao converter o penálti que abriu o marcador, virou-se para as câmaras, levou os dedos aos lábios e desenhou o gesto de quem molda o próprio sorriso. Mas o que colocou Alvalade verdadeiramente a gargalhar foi o lance do segundo tento: uma cavalgada desenfreada e um passe de primeira, oferecido de bandeja para Flávio Gonçalves encostar. Estão seladas as pazes com as bancadas num tratado assinado pelo cafetero com as rubricas do costume: remates certeiros e classe pura.