Desde a primeira edição da Supertaça Ibérica, em 2022, que o Barcelona conseguiu sempre arrebatar o troféu em finais disputadas invariavelmente contra clubes portugueses. À quinta edição… as coisas não foram diferentes.
Ao ser batido pelo Barça por 39-34 (19-18 ao intervalo), o Sporting perdeu, este sábado, a decisão da 5.ª Supertaça Ibérica, realizada no Pavilhão 3 do Instituto Ferial de Vigo.
Com Francisco Costa a utilizar a sua velocidade e eficácia na finalização para surpreender o adversário e assinar três dos seus quatro golos no 1.º tempo, e com Mohamed Aly eficiente entre os postes, os leões foram mantendo o equilíbrio.
E mesmo quando Daniel Fernández (6), com dois livres de 7 metros seguidos, abriu a diferença para 8-6 a favor dos 15 (!) vezes seguidas campeões de Espanha e quatro vezes vencedores da Champions nas últimas seis edições, os homens de Ricardo Costa — apesar de algumas exclusões a criar dificuldades — igualaram a 9-9. Bem servido na ponta esquerda, o quarto golo de Orri Thorkelsson (6) empatou a 12-12, e um remate de Kiko Costa (7) trouxe o 13-13.
O problema foi que os 4m que se seguiram podiam ter sido precocemente fatais para o conjunto nacional, face a um parcial de 4-0 (17-13) em que os espaços na defesa e a má recuperação defensiva permitiram aos catalães abrir o primeiro grande fosso no placard.
Aos 16-13, Ricardo Costa já havia pedido um desconto de tempo, e a paragem teve efeito pouco depois, tendo Victor Romero (3) e Martim Costa (6) — com dois golos cada numa sequência de 2-5 (19-18) — deixado tudo em aberto na ida aos balneários, num momento em que a velocidade do jogo havia crescido.
No regresso, e mesmo com os lisboetas a permitirem que o adversário marcasse dois golos sem resposta (21-18), o equilíbrio voltou a ser a realidade até ao 26-24. Contudo, o contra-ataque fulminante do Barcelona também voltou, e em força. O Sporting pagou caro tal desconcentração e a liberdade concedida a Aleix Gómez (4), Dika Akwa Mem (8) e os remates a matar para lá dos 8m de Thimothey N’Guessan (4) .
Em 8m, os campeões europeus construíram um arrasador parcial de 7-2 (33-26) que praticamente matou a partida.
Os leões ainda responderam com outro de 2-6 (35-32) a 4.30m do fim, durante o qual, pelo meio, Carlos Ortega parou o tempo para acordar os Culés, uma vez que estes haviam baixado a intensidade defensiva. Só que o Sporting não conseguiu assustar mais do que isso na terceira final seguida entre os dois conjuntos.
Horas antes o FC Porto, que havia sido superado nas meias-finais pelos catalães, assegurou o 3.º lugar ao derrotar o Bidasoa Irún por 32-25 (19-14).