O empresário de 37 anos que esteve envolvido no atropelamento e morte de um membro do ‘gang do Rolex’, no passado dia 25 de agosto, já tinha sido condenado por burlar o médico Fernando Póvoas em 1,2 milhões de euros, em julho.


A pena ficou suspensa por um período de cinco anos, com a condição de entregar 50 mil euros à vítima.


Ficou provado no Tribunal do Bolhão, no Porto, que o arguido fingiu ser amigo da empresária Isabel dos Santos e da ministra da Indústria de Angola para conseguir enganar o conhecido médico e encontrar-se com ele no seu consultório.


O homem criou depois a aparência de um empresário de sucesso, tendo oferecido várias prendas a Póvoas, entre as quais um papagaio. Segundo a ‘NOW’, ‘Suíço’ e Póvoas ficaram amigos e, a certa altura, o burlão garantiu ao médico que conseguia desbloquear fundos que este tinha em Angola, país onde abriu também uma clínica.


Ficou acordado que traria meio milhão de euros em troca de uma comissão de 100 mil, dinheiro que lhe foi logo entregue. Em fevereiro de 2018, o empresário do Minho terá convencido Póvoas a entregar um milhão, em duas tranches, alegando que estava em Angola e que a mulher precisava de pagar obras em casa. Póvoas ainda entregou depois mais 120 mil euros.


O médico confirmou a decisão, mas não quis fazer comentários sobre o caso. Já o empresário do Minho diz estar a ser alvo de uma injustiça e que apenas foi condenado porque a vítima é uma pessoa famosa. Vai assim recorrer da decisão.