O Telescópio Espacial Roman, da NASA, completa neste domingo (6/9) sua primeira semana em órbita, concluindo etapas decisivas de preparação para iniciar suas operações científicas. No sábado, ele passava de 630 mil km de distância da Terra, a caminho de sua missão.

 

 Lançado por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, no dia 30 de agosto, o observatório desdobrou com sucesso seus painéis solares, a antena de comunicação de alto ganho e a cobertura de abertura retrátil. Com os sistemas básicos operacionais, a equipe da missão iniciou a energização do instrumental científico, prevendo a divulgação das primeiras imagens do espaço profundo para o início de 2027.

 

A antena de alto ganho, projetada para transmitir o maior volume de dados de uma missão astrofísica da história da NASA, teve sua implantação concluída no dia 31 de agosto. Com 1,7 metro de largura e peso de 11 quilos, a estrutura é fabricada em composto de carbono para resistir às variações extremas de temperatura. O dispositivo de banda dupla receberá instruções da Terra e transmitirá dados a uma taxa de até 500 megabits por segundo, cobrindo uma distância de 1,6 milhão de quilômetros até estações terrestres localizadas no Novo México, na Austrália e no Japão.

 

Na manhã do dia 1º de setembro, a missão finalizou a liberação da cobertura retrátil da abertura, acionada por três braços articulados eletrônicos. O grande para-sol foi projetado para evitar que raios de luz indesejados atinjam os sensores do telescópio e interfiram no campo de visão das observações.

Com o desdobramento físico concluído, os técnicos iniciaram a energização do instrumento Coronógrafo de Roman. O equipamento passará por semanas de calibração e testes operacionais supervisionados para garantir a precisão dos sistemas antes de iniciar a coleta de dados.

 

O cronograma oficial estabelece que o instrumento de Campo Amplo (Wide Field Instrument) será ligado em algumas semanas. Ambos os dispositivos passarão por verificações rigorosas ao longo do período de comissionamento do telescópio, que terá duração total de três meses até a liberação definitiva para a comunidade científica. (Com agências de notícias)