Susan Sarandon, atriz de Thelma & Louise e The Rocky Horror Picture Show, afirma que continua a perder papéis em filmes devido à sua posição política pró-Palestina e que várias agências se recusam a trabalhar com ela, avançou o The Guardian.
Em declarações feitas durante a promoção do seu novo filme, Eco Chamber, no Festival de Cinema de Veneza, a atriz indicou que continua a perder trabalho e que as repercussões do seu ativismo pró-Palestina se mantêm. Sarandon, vencedora do Óscar de Melhor Atriz em 1996, acrescentou ainda que várias agências pedem que não seja escolhida para os filmes.
A atriz de Thelma & Louise destacou também a “quantidade de dinheiro que os Estados Unidos dão a Israel” e a forma como a indústria cinematográfica norte-americana funciona devido a uma “estrutura de poder”.
Susan Sarandon, que para além de vencer o Óscar de Melhor Atriz foi nomeada outras quatro vezes, diz que “está bem” e que “encontrou as suas pessoas”, mas garante que a resistência em contratar críticos de Israel se mantém. “Se for um grande estúdio, acho que não é só comigo, mas com outras pessoas que também foram informadas de que é impossível [serem contratadas]”, acrescentou. A atriz agradeceu ainda a Andrea Pallaoro, o realizador italiano responsável por Eco Chamber, por a ter escolhido para o filme.
Em 2023, a agência Hollywood UTA, com a qual Sarandon tinha assinado em 2014, deixou cair o contrato com a atriz. Em causa estavam os seus comentários durante eventos a favor da Palestina, organizados um mês depois do ataque do Hamas de 7 de Outubro a Israel. A atriz foi fortemente criticada por afirmar que “há muitas pessoas com medo de serem judias neste momento e que estão a sentir o gosto do que é ser muçulmano neste país”.