
Um homem de 31 anos foi detido pela PSP, no Barreiro, por suspeita de ter burlado pelo menos seis idosos, através de um esquema em que fingia conhecer as vítimas para conquistar a sua confiança.
O suspeito abordava sobretudo pessoas idosas que caminhavam sozinhas, principalmente junto a parques de estacionamento de supermercados, e levava-as posteriormente até caixas multibanco.
O homem, que tinha antecedentes criminais por crimes da mesma natureza e já tinha cumprido duas penas de prisão, terá atuado durante cerca de três meses, entre junho e agosto deste ano.
Um dos primeiros casos conhecidos ocorreu a 12 de junho, junto a um supermercado Lidl, no Barreiro. Uma mulher de 82 anos foi abordada pelo suspeito, que lhe perguntou: “Você não se lembra de mim? Eu trabalho com o seu filho”.
Apesar de não reconhecer o homem, a idosa aceitou conversar com ele. Durante a abordagem, o suspeito afirmou que vendia perfumes e telemóveis e que poderia fazer-lhe um preço mais baixo. A mulher acabou por aceitar comprar um perfume e dirigiu-se a uma caixa multibanco para levantar dinheiro.
Nesse momento, o homem terá empurrado a vítima, retirado 200 euros e fugido do local.
Segundo o Correio da Manhã, noutro caso, ocorrido em agosto, na Baixa da Banheira, no concelho da Moita, o suspeito terá cumprimentado uma mulher de 82 anos com dois beijos no rosto, afirmando conhecê-la desde criança. Terá ainda dito que era sobrinho da proprietária de uma farmácia.
Depois de conquistar a confiança da vítima, o homem ofereceu-lhe perfumes que transportava num saco de plástico, alegando que eram adequados para ela e que os poderia vender a um preço vantajoso.
O suspeito conseguiu convencer a mulher a efetuar dois levantamentos de 200 euros cada.
A maioria das vítimas identificadas são mulheres, embora também existam homens entre as pessoas que terão sido abordadas através do mesmo método. Numa das situações, o suspeito chegou a apresentar-se como engenheiro da Worten.
O homem foi detido e presente a um juiz de instrução criminal. Durante o interrogatório, terá admitido os factos que lhe são imputados. Terá ainda afirmado ser consumidor de cocaína e utilizado o dinheiro levantado às vítimas para comprar droga.
O arguido vivia em casa da mãe e encontrava-se desempregado à data dos crimes.
Apesar de a defesa ter pedido a aplicação de prisão domiciliária, o tribunal decidiu aplicar prisão preventiva. O homem ficou, assim, a aguardar julgamento na cadeia.