Um tribunal penal egípcio condenou este sábado à morte por enforcamento a apresentadora e produtora de televisão Sarah Khalifa, de 39 anos, e o seu irmão Mohamed Khalifa, por “criarem e liderarem” um grupo criminoso especializado na obtenção e fabrico de estupefacientes para tráfico de droga. Ao todo, foram 12 as pessoas condenadas à pena de morte.

No acórdão do Tribunal Penal do Cairo, os irmãos foram também condenados por posse de armas e munições sem licença, bem como a uma multa de 500 mil libras egípcias (8.450 euros), enquanto outras nove pessoas foram condenadas a prisão perpétua (25 anos) e outras sete foram absolvidas no mesmo processo.

As investigações revelaram o papel “líder e central dos dois irmãos, Sarah e Mohamed Khalifa, na gestão desta organização criminosa”, refere o acórdão. Segundo o acórdão, os dois irmãos traziam de fora do país matéria-prima química e transformaram um edifício residencial num laboratório secreto para fabrico e preparação de droga, depois comercializada.

O tribunal baseou a decisão no depoimento de 20 testemunhas, além de gravações e vídeos que documentam a coordenação direta entre os irmãos e o resto do grupo. O advogado de Sarah Khalifa já anunciou que vai recorrer da decisão judicial de condenar a apresentadora à pena de morte.

A apresentadora é conhecida pelo programa ‘Missão Impossível’, que abordava questões relacionadas com segurança e crime.

Segundo um relatório da Amnistia Internacional, em 2025 houve 492 condenações à morte no Egito, das quais 23 foram executadas.