A Comissão Permanente aprovou, por unanimidade, a convocação para terça-feira (8 de setembro) de um plenário para debater e votar a moção de censura do Chega ao Governo, já com chumbo praticamente garantido.
A reunião da Comissão Permanente – órgão que funciona fora do período de funcionamento efetivo da Assembleia da República – durou três minutos, esta segunda-feira (7), e serviu apenas para votar substituições de deputados e a deliberação sobre a convocação do plenário da Assembleia da República para terça-feira.
O Chega entregou na passada quarta-feira (2) no parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”, relacionada com as polémicas que envolvem o ministro Luís Neves.
Na quinta-feira (3), a conferência de líderes reuniu de forma extraordinária e decidiu, por consenso, que a moção seria debatida na terça-feira, dia 8, por se entender que a discussão deveria realizar-se “o mais rápido possível”.
Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o líder do PS já fez passar a mensagem de que não a viabilizará, recusando ser responsável por uma crise política.
Esta segunda-feira, José Luís Carneiro escusou-se a aprofundar o assunto, dizendo que esta noite vai ouvir os órgãos do partido. “Amanhã, [terça-feira] no coração da democracia, na Assembleia da República, diremos o que tivermos a dizer”, afirmou.