Duas pessoas assaltaram um museu francês dedicado ao pintor Pierre-Auguste Renoir, levando consigo quatro obras do artista. Uma das obras caiu durante a fuga.
Trata-se do mais recente episódio relacionado com roubos a museus. As câmaras de videovigilância da cidade na comuna de Cagnes-sur-Mer captaram o momento em que dois ladrões saíram do museu com vários trabalhos do pintor impressionista, num valor estimado de 9 milhões de euros.
Segundo o autarca Bryan Masson o assalto aconteceu pelas 6h00 desta terça-feira (menos 1h00 em Portugal Continental), e os suspeitos estão em fuga.
Criado em 1960, o Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, está instalado na última residência do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir (1841-1919).
Além do mobiliário original, o museu expõe objetos que pertenceram a Renoir — incluindo o cavalete e a cadeira de rodas —, bem como retratos e paisagens pintados pelo artista.
Assalto ao Louvre foi há quase um ano
O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois do assalto de grande impacto no Louvre, o museu mais visitado do mundo, no centro de Paris.
Em poucos minutos, oito joias da Coroa de França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugénia, recuperado mais tarde bastante danificado.
O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o museu do Louvre.
Desde então, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade.
No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix — datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, leste de França — foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.
No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder.
O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.
Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças dos expositores dos museus.
O objetivo foi “guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança”, explicou na altura o ministério em comunicado.
[Notícia atualizada às 09h06]
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