Quatro obras de arte, avaliadas em cerca de nove milhões de euros, foram roubadas esta terça-feira, 8 de setembro, do Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, na Côte d’Azur, em França. O assalto foi cometido por dois homens, que entraram no espaço durante a madrugada e acabaram por fugir com as peças. Uma das pinturas foi abandonada durante a fuga.

O alerta foi dado às 5h48 locais, 4h48 em Lisboa, quando o sistema de segurança do museu disparou. Segundo Bryan Masson, presidente da Câmara de Cagnes-sur-Mer, a polícia municipal chegou ao local apenas cinco minutos depois. As imagens das câmaras de videovigilância permitiram identificar dois suspeitos a abandonar o museu com as obras.

O espaço assaltado tem uma ligação direta ao artista. Criado em 1960, o Museu Renoir ocupa aquela que foi a última residência de Pierre-Auguste Renoir, onde o pintor impressionista viveu até à morte, em 1919. A antiga casa mantém parte do mobiliário original e reúne vários objetos pessoais do artista, entre eles o cavalete e a cadeira de rodas que utilizava. A coleção inclui ainda pinturas de Renoir, com retratos e paisagens entre as peças em exposição. 

O caso acontece numa altura em que a segurança dos museus franceses está sob maior escrutínio. Quase um ano depois do assalto ao Louvre, em Paris, em outubro de 2025, continuam a surgir episódios de criminalidade em instituições culturais de várias regiões do país.

No ataque ao museu parisiense, oito joias da Coroa de França foram levadas em poucos minutos. O Louvre estimou o valor do prejuízo em 88 milhões de euros.

Na sequência desse assalto, o Ministério da Cultura francês colocou o reforço da segurança dos museus entre as prioridades. Em julho, apresentou um plano com 33 medidas destinadas a melhorar a proteção das coleções, incluindo a recomendação para retirar temporariamente dos expositores algumas das peças consideradas mais vulneráveis.

A medida pretende que determinados objetos sejam colocados em espaços considerados mais seguros até que sejam implementados novos mecanismos de proteção, segundo explicou o próprio ministério.