Em A Capivara Invisível, livro ilustrado, uma capivara vive a estranha condição de não ser notada
Ao lançar o livro em setembro, mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio, Dani Barilli desloca a discussão infantil para um território ainda mais urgente
Há personagens que nascem para divertir. Outros para acalentar. A capivara criada por Dani Barilli parece ter vindo para cutucar, com delicadeza, um ponto cego da nossa sociedade: aquilo e aqueles que não enxergamos.
“A Capivara Invisível”, de Dani Barilli, usa a metáfora de uma capivara não notada para abordar a invisibilidade social de pessoas com deficiência, moradores de rua e indivíduos com transtornos mentais. Lançado em setembro, mês de valorização da vida e prevenção ao suicídio, o livro infantil, ilustrado com aquarelas, busca desenvolver a empatia e promover a inclusão desde cedo.A obra, que combina humor e ternura, convida leitores a acompanharem a busca da capivara por pertencimento. A autora, professora e mãe atípica, transforma sua experiência em um convite ao diálogo sobre a importância de enxergar aqueles que a sociedade marginaliza. As ilustrações delicadas oferecem momentos de pausa para reflexão, incentivando a imaginação infantil e o questionamento adulto sobre quem está sendo negligenciado no cotidiano.
Em A Capivara Invisível, livro ilustrado com aquarelas suaves, uma capivara vive a estranha condição de não ser notada. A narrativa, que mistura humor e ternura, convida crianças e adultos a caminharem com ela em busca de pertencimento. Mas o enredo é também metáfora.
Essa invisibilidade da personagem tem parentesco direto com as muitas vidas que seguem ocultas diante de nós: pessoas com deficiência, trabalhadores em subempregos, moradores de rua, gente que convive com transtornos mentais. Vidas que, pela pressa ou preconceito, costumam ser deixadas à margem.
Ao lançar o livro em setembro, mês dedicado à valorização da vida e à prevenção do suicídio, Dani Barilli desloca a discussão infantil para um território ainda mais urgente. “Um incentivo para desenvolver a empatia desde a primeira infância, uma história sobre amizade e inclusão”, define a autora.
Professora, palestrante e mãe atípica, Dani faz de sua estreia literária um gesto de resistência e cuidado, transformando sua experiência em páginas que se abrem como convite ao diálogo entre famílias, escolas e crianças. Já as aquarelas que acompanham o texto funcionam como pausas de respiração, espaços para que a imaginação dos pequenos se expanda e, ao mesmo tempo, os adultos se perguntem a quem têm deixado invisível no dia a dia.
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