Atriz da DC Comics revela diagnóstico de câncer e faz alerta Lição de ouvir o seu corpo (1)

Estimativa para 2025 é de 3.860 novos diagnósticos no Estado, sendo cerca de 340 apenas em Florianópolis (Foto: Arquivo NSC)

Um estudo coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) investiga se o câncer de mama pode ser mais agressivo em mulheres negras brasileiras. A pesquisa, intitulada Mulheres Negras e Câncer de Mama Triplo Negativo: Desafios e Soluções para o Sistema Único de Saúde (Mantus), busca compreender os aspectos genéticos, sociais, ambientais e comportamentais que contribuem para essa desigualdade e propor melhorias no atendimento pelo SUS.

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Conforme o levantamento, em comparação com as brancas, o risco de morte é 57% maior entre negras e 10% maior entre pardas. Além disso, o padrão se repete em outros países, segundo dados do Inca.

— Esse tipo de câncer, o TNBC, não responde aos tratamentos hormonais convencionais e exige atenção redobrada. Infelizmente, ele é mais comum entre mulheres negras, que muitas vezes enfrentam barreiras no acesso à saúde (…) O câncer de mama não escolhe cor de pele, por isso o sistema de saúde precisa garantir que ninguém fique para trás. Toda mulher merece acesso ao diagnóstico precoce e tratamento digno, o ano inteiro, não só em outubro — explica Marcelo Padre, médico especialista em mastologia e reconstrução mamária desde 2021.

Quando fazer a mamografia

Diante do aumento de casos em mulheres mais jovens, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos, mesmo em mulheres sem sintomas. Antes, o exame era indicado apenas a partir dos 50. A faixa etária para rastreamento também foi ampliada até os 74 anos.

Dados do relatório Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025, publicado pelo INCA, apontam que Santa Catarina tem a maior taxa ajustada de incidência de câncer de mama no país: 74,79 casos por 100 mil mulheres. A estimativa para 2025 é de 3.860 novos diagnósticos no Estado, sendo cerca de 340 apenas em Florianópolis.

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— Essa mudança é muito positiva. Mulheres mais jovens estão sendo diagnosticadas com câncer de mama, e agora temos respaldo oficial para começar a investigar mais cedo — ressalta o médico.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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