O último romance de Afonso Reis Cabral é muito mais do que parece. Não é um livro sobre a Guerra Colonial, mas desliza nos seus meandros; não são memórias da guerra, antes pelo contrário, embora uma leitura apressada possa deixar essa impressão; na minha opinião de leitora, também não é um livro sobre a família e as suas difíceis interações, embora não fizesse sentido sem ambas — Guerra Colonial e família, entenda-se. Mas é feito do quanto a memória se pode moldar com elas (ou tramar apesar delas).

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