Roteadores domésticos com configurações padrão podem abrir brechas para ataques cibernéticos, mas, mudanças simples, como alterar senhas e atualizar o software, são capazes de proteger toda a rede doméstica contra invasões e roubo de dados, segundo orientações da empresa britânica Broadband Genie.
As recomendações surgem após análises mostrarem que milhões de pessoas nunca acessaram o painel de controle do próprio roteador, deixando senhas, nomes de rede e protocolos de segurança exatamente como vieram de fábrica. Essas configurações, embora pareçam inofensivas, são conhecidas por hackers e podem ser exploradas em poucos minutos.
Veja configurações que devem ser alteradas no seu roteador para manter a conexão segura Foto: Divulgação
Veja a seguir ajustes que devem ser feitos para proteger sua conexão em casa, de acordo com o veículo Mirror.
Altere as configurações de criptografia da rede
O primeiro passo é garantir que o roteador esteja usando um protocolo de segurança atualizado, que são conjuntos de diretrizes e medidas de proteção que se adaptam às novas ameaças e tecnologias. A criptografia desse protocolo é responsável por embaralhar os dados transmitidos pela rede, impedindo que hackers acessem informações pessoais ou senhas.
Modelos antigos ainda utilizam o padrão WEP, um dos primeiros protocolos de segurança para redes Wi-Fi, mas que hoje é considerado obsoleto e inseguro devido a falhas graves de criptografia. A recomendação é escolher WPA2 ou WPA3, versões mais modernas e seguras, acessíveis no menu de configurações do roteador.
Esses protocolos oferecem camadas adicionais de proteção, especialmente em casas com múltiplos dispositivos conectados, como celulares, smart TVs e assistentes de voz.
Embora o processo varie conforme o fabricante, para verificar o protocolo de segurança basta acessar o painel do roteador e selecionar o tipo de segurança na aba de rede sem fio. Ao salvar as alterações, é importante reconectar todos os dispositivos à nova rede.
Mude a senha da internet
A senha padrão do roteador é uma das maiores vulnerabilidades, isso porque fabricantes costumam usar combinações genéricas, como “admin” ou “1234”, iguais em diversos aparelhos.
Por isso, é essencial alterar tanto a senha de administrador, usada para acessar as configurações do roteador, quanto a senha da rede Wi-Fi, lembrando que ambas devem conter letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, evitando informações pessoais.
Além disso, usuários também devem criar o hábito de trocar as senhas periodicamente e não compartilhar o código principal com muitas pessoas. Uma alternativa é criar uma rede separada para visitantes, o que limita o acesso aos dispositivos domésticos.
Mude o nome da rede
O nome da rede Wi-Fi, também chamado de SSID, pode revelar informações sobre o roteador e o provedor de internet, que são dados úteis para quem tenta invadir o sistema. Por isso, a recomendação é personalizar o nome, evitando referências ao modelo do aparelho e à informações pessoais.
Essa mudança adiciona uma barreira extra à segurança, dificultando que hackers identifiquem vulnerabilidades específicas de determinado fabricante.
O ajuste pode ser feito facilmente pelo painel do roteador, na seção de configurações de rede sem fio. Após renomear a rede, é necessário reconectar os dispositivos com o novo nome.
Atualize o software do roteador
Assim como computadores e celulares, roteadores dependem de atualizações para corrigir falhas de segurança, no entanto, uma pesquisa da Broadband Genie aponta que 8 em cada 10 usuários nunca atualizaram o firmware do aparelho, uma espécie de “sistema operacional” do eletrônico.
As atualizações trazem melhorias de desempenho e bloqueiam brechas exploradas por hackers. Alguns modelos realizam esse processo automaticamente, mas a maioria exige que o usuário verifique manualmente no painel de controle.
Verifique quem está usando sua rede
Saber quem está conectado ao seu Wi-Fi é uma das formas mais simples de identificar invasões. O painel do roteador mostra a lista completa de dispositivos ativos, um sinal de alerta se aparecerem aparelhos desconhecidos.
Nesse caso, a recomendação é desconectar o invasor, alterar imediatamente as senhas e reforçar as configurações de segurança, além de recursos como filtros de acesso, disponíveis em alguns modelos.
Além de melhorar o desempenho da conexão, essa verificação ajuda a proteger informações sensíveis, como senhas salvas e dados bancários.